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As armas que fizeram a guerra transformam-se agora no aço que constrói a nova Angola

 

Os remanescentes da brutal guerra civil que devastou Angola durante 27 anos, ainda se podem ver um pouco por toda a Luanda, sob a forma de pilhas de ferro e aço em decomposição, antigas partes de tanques e outros materiais bélicos.

 

Mas os outrora instrumentos de morte estão hoje a ganhar uma nova vida e um novo propósito. Um que é finalmente positivo e produtivo.

 

Os entulhos da guerra são hoje a fonte primária de materiais para a indústria do aço em Angola – a maior no Centro e Oeste do continente africano – que, recentemente, começou a operar nas instalações da Aceria de Angola, um complexo avaliado em 300 milhões de dólares, situado 40 quilómetros a norte de Luanda.

 

Este projeto é da autoria do empresário francês Georges Choucair, que lidera o grupo K2L Capital. Choucair já tem negócios em Angola desde 1992, altura em que abriu uma rede de pastelarias e padarias no país.

 

“O aço é tão importante como a comida. Se queres construir alguma coisa precisas de aço” disse o empresário que agora começou o seu novo negócio alicerçado pelo bom conhecimento interno que tem do mercado angolano.

 

É estimado que a procura interna por aço ronde as 400 mil toneladas por ano, e que cresça continuamente com o aumento da população, das suas necessidades e da sua qualidade de vida.

 

Georges Choucair, espera que por volta de 2020 Angola produza, não só todo o aço que necessita, mas que exporte também os excedentes, de forma a tornar-se uma referência do mercado do aço para o continente africano e para a América do Sul.

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