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Conheça a mulher que ‘por acaso’ tornou o 25 de abril na revolução dos cravos

Leya

 

A revolução dos cravos. Assim é carinhosamente apelidado o 25 de abril, a revolução portuguesa que marcou o final do Estado Novo, o regime autoritário, ditatorial e colonialista que vigorou em Portugal durante 41 anos.

 

Soldados com cravos nas espingardas. (Imagem: Reprodução Ana Margarida Palmeira)

Embora todos conheçam a revolução portuguesa como a revolução dos cravos, flor que se tornou símbolo por ter tomado de assalto os canos das metralhadoras de alguns militares que nesse dia se insurgiram, poucos têm consciência da origem do nome.

 

Tudo começa com um restaurante inaugurado no dia 25 de abril de 1973, e que completava um ano no mesmo dia em que os militares decidiram sair à rua. Para comemorar a data (o aniversário da loja), os donos do estabelecimento incumbiram Celeste Caeiro de comprar flores para oferecer aos clientes.

 

No dia 25 de abril de 1974, Celeste Caeiro, à data com 40 anos, apresentou-se ao trabalho com as flores, mas os patrões comunicaram-lhe que estava em marcha uma revolução pelo que a casa não abriria. Celeste deveria levar as flores para casa para que não murchassem.

 

Já a caminho de casa, na Rua do Carmo, um soldado interpelou Celeste do cimo de uma chaimite para lhe pedir um cigarro. Celeste não tinha, mas tinha outra coisa… cravos vermelhos que já não seriam usados no restaurante. Ficariam para sempre eternizados como o símbolo maior da Liberdade em Portugal.

 

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