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Crise político-militar em Moçambique deixa milhares de alunos sem aulas e escolas encerradas

Leya

 

Fruto de um conflito que dura desde as últimas eleições gerais, que datam de 14 de Outubro de 2014, Moçambique vive uma das piores crises político-militares dos seus últimos 24 anos de paz. Este conflito já foi notícia aqui no portal da Conexão Lusófona e já causou a fuga de cidadãos para países vizinhos como Malawi e Zimbabwé.

 

Como resultado, um dos sectores que mais se ressente desta crise é a educação que já conta com cerca de 36 mil alunos sem aulas e 97 escolas fechadas, segundo o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

 

O levantamento do Ministério da Educação, realizado desde a segunda semana de Março, indica que Sofala é a província mais afectada, com 38 escolas fechadas, seguida da Zambézia (27), Tete (25) e Manica (7).

 

O triste cenário deste crime fez ressurgir em Moçambique o clima de guerra e sangue nas estradas, cenário este que é caracterizado pelos conflitos militares entre as Forças Governamentais e o braço armado do maior partido da oposição, Renamo.

 

O actual conflito fez no presente ano com que o Consulado de Portugal em Moçambique advertisse os cidadãos portugueses a ter cautela na circulação em alguns pontos do país. Adicionalmente destaca-se a diminuição do investimento directo estrangeiro de algumas empresas que viam em Moçambique uma oportunidade para fazer parcerias.

 

Cabe-nos recordar que a Renamo exige governar nas seis províncias onde reivindica vitória eleitoral e diz que só vai retomar o diálogo com mediação da África do Sul, União Europeia e da igreja católica.

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