Sustentabilidade

Em vez de plástico, algo feito de massa. Porque não palhinhas comestíveis?

Nos dias que correm, a batalha contra o plástico descartável tem atualizações quase que diariamente. Por isso mesmo, em solo português — e não só (felizmente!) —, as novidades e os movimentos ativistas em torno deste assunto têm surgido com ímpeto, pretendendo fazer realmente a diferença.

 

Perseguindo o objetivo da desplastificação social, a startup portuguesa Palhinha de Massa decidiu alimentar as opções de mercado com doses de inovação e ecologia. Uma vez que as palhinhas de plástico são um dos materiais mais descartáveis — por serem de utilização única —, esta empresa decidiu atribuir-lhes uma nova roupagem. Agora, já é possível apreciar uma bebida refrescante, a qualquer hora do dia, com a ajuda de uma palhinha feita de massa.

 

Se por algum motivo acha que esta ideia é demasiado excêntrica, acalme-se; lembre-se da célebre frase do poeta Fernando Pessoa: “primeiro estranha-se, depois entranha-se” e considere a opção. Estas palhinhas são feitas à base de água e trigo; são 100% biodegradáveis — ao contrário das de plástico —; não contêm açúcar, corantes ou conservantes e são comestíveis. Ou seja, depois de desfrutar da sua bebida e pretender (quiçá) dar uma trinca na sua palhinha, pode fazê-lo sem contraindicações.

 

Segundo as informações disponíveis no site da startup, as palhinhas de massa têm uma durabilidade de cerca de uma hora, numa bebida natural ou refrigerada. Além disso, segundo um questionário realizado aos consumidores deste material, estas não adulteram o sabor do que estiver a beber.

 

Garantimos-lhe que esta opção poderá revelar-se muito útil, já que, caso não esteja a par, em Portugal e na Europa os plásticos de utilização única — pratos, talheres, palhinhas, recipientes, etc. — deixarão de estar à venda, a partir de 2021. Deste modo, as palhinhas feitas de massa, além de serem mais baratas do que as de bambu, papel e açúcar, ajudam a contribuir para a perpetuação de uma pegada ecológica, sustentável e viável.

 

As palhinhas podem ser encomendadas conforme a sua necessidade. Se, porventura, estiver a pensar utilizá-las apenas em casa, poderá investir num pacote de 30 unidades, que tem um custo de seis euros. Caso pretenda investir no seu próprio negócio ou estabelecimento, nos setores de hotelaria ou turismo, pode adquirir lotes de palhinhas industriais: 500 unidades terão um custo de 38 euros; já 5000 exemplares custarão 218 euros.

 

Este produto amigo do ambiente é feito em Itália, mas é embalado em lotes e vendido em Portugal. Depois da comercialização ter sido catapultada, impôs-se uma necessidade: o empacotamento individual do produto. Desta forma, os dois sócios da Palhinha de Massa, Luís Monteiro e Luís Mateus — acompanhados pelo seu parceiro de quatro patas, Gin —, constataram que a aquisição de uma máquina responsável pela embalagem era fundamental. No entanto, como os fundos económicos de uma startup, normalmente, são reduzidos, a equipa empreendedora  decidiu lançar uma campanha de crowdfundig.

 

Quem pretender contribuir para a angariação de verbas e ajudar na exterminação do plástico descartável, basta entrar aqui e escolher o montante de doação. Mas atenção: os que apoiarem a iniciativa, com 15 euros ou mais, têm direito a palhinhas de massa gratuitas para o lar.

 

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