Sociedade

Emigrantes portugueses têm cada vez mais dinheiro?

De acordo com os dados da Eurostat, Portugal é o país da União Europeia (UE) com maior saldo em remessas. Esse cálculo é feito através da diferença entre as remessas dos emigrantes portugueses e as remessas que os imigrantes (estrangeiros em Portugal) enviam para os seus países. No total, segundo as informações avançadas pelo económico português Jornal de Negócios, o valor do excedente foi de 3.076 milhões de euros, em 2017. Nada mau, não é?

 

As informações foram divulgadas em novembro de 2018 e só provam que há cada vez mais dinheiro a entrar em Portugal. Poderiam também significar que há pouco dinheiro a sair do país, com baixas remessas dos imigrantes que estão em território português. No entanto, os dados inclinam-se mais para a primeira hipótese. Afinal de contas, Portugal é também o país da UE que mais recebe remessas dos emigrantes. No total, foram 3.555 milhões de euros, sendo que o relatório apresentado apenas contabiliza as transferências feitas por trabalhadores. Assim sendo, quaisquer transferências pessoais ou realizadas por não trabalhadores são desconsideradas.

 

Se compararmos com 2016, ano em que Portugal já era o estado-membro com maior valor em remessas dos emigrantes, observa-se uma ligeira subida. Portanto, em 2017 foram 3,555 milhões de euros e no ano anterior foram 3,343 milhões.

 

Quanto às remessas dos imigrantes a residir em Portugal, os valores fixam-se nos 508 milhões de euros. A maioria deste valor destina-se a países exteriores à UE (415 milhões). Apenas 103 milhões circulam dentro da zona euro. Este panorama traduz, também, a realidade europeia total, sendo que, por norma, excluindo casos como o de Portugal, há mais dinheiro a sair da UE por via dos imigrantes do que a entrar por via dos emigrantes europeus. O saldo negativo exprime-se em 22 milhões de euros.

 

Esse défice é fortemente influenciado pelo caso de França. Só neste território francófono, o défice entre as remessas enviadas pelos imigrantes para outros países, fora da Europa, e as remessas que entram, enviadas pelos seus emigrantes, ronda os 10 mil milhões de euros.

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