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És oriundo da Lusofonia? Então tens facilidades para estudar em Portugal

Desde o agendamento digital de entrevistas até à dispensação de um comprovativo de meios de subsistência: muitas são as alterações à lei de estrangeiros que foram publicadas em Diário da República face à obtenção de autorização de residência e vistos de estudante em Portugal. Os principais beneficiários desta última atuação são os estudantes da lusofonia, que poderão, agora, obter o seu visto com maior facilidade (e sem metade das demoras!).

 

As alterações facilitam a vida de quase todos os imigrantes que chegam a terras portuguesas. Possibilitam que os imigrantes bolseiros sejam dispensados de apresentar provas de meios de subsistência e que os imigrantes que estão em situação irregular, mas inseridos no mercado de trabalho português há mais de um ano,  possam fazer um pedido de regulamentação excecional. Além disso, também já é possível que os imigrantes peçam autorizações de residência por meio digital e que tenham entrevista no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em qualquer local do país.

 

As notícias são ainda melhores para quem vem estudar no ensino superior e é oriundo de países de língua oficial portuguesa. Portanto, se vens do Brasil, de Moçambique, de Angola, da Guiné, de Macau, de Cabo Verde, de Timor-Leste ou de São Tomé e Príncipe, não te esqueças que as portas de Portugal se abriram como nunca antes. Não precisas de depender do SEF para obteres o teu visto de estudante; agora, basta que se estabeleça uma comunicação prévia e o Ministério dos Negócios Estrangeiros pode emitir o visto – e é imediato, dá para acreditar?

 

Eduardo Cabrita, ministro português da Administração Interna, foi uma das principais figuras no incentivo a este passo. Durante a conferência de imprensa que sucedeu a reunião do Conselho de Ministros na qual as alterações foram aprovadas, e que decorreu no passado mês de junho, Cabrita referiu que esta é uma medida que visa “promover o acesso de estudantes estrangeiros” a Portugal e “agilizar” e “desburocratizar” os pedidos de visto. Nunca foi tão fácil estudar em Portugal, não acham?

 

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