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Já há uma app para cegos que traduz emoções faciais

A marca chinesa Huawei parece estar com a bússola voltada para a inclusão. O lançamento da Facing Emotions, uma app para cegos, promete fazer a diferença na vida das pessoas invisuais. Em parceria com o incrível mundo da inteligência artificial, esta gigante da tecnologia uniu esforços com a Associação Polaca de Cegos para dar vida — neste caso, dar som — às emoções faciais, de forma a permitir que estas sejam interpretadas por quem não as consegue ver. A aplicação está disponível para smartphones com o sistema Android. 

 

app para cegos
Na prática, esta nova app para cegos é bastante fácil de usar e foi testada por pessoas invisuais (Imagem: Reprodução Huawei)

 

A câmara traseira do modelo Mate 20 Pro da marca consegue identificar as expressões faciais quando colocada em frente ao rosto do interlocutor. O algoritmo usado para o desenvolvimento desta tecnologia analisa, entre outros elementos, os olhos, as sobrancelhas, o nariz e a boca do indivíduo. De seguida, uma das sete emoções contidas na aplicação é identificada e sonoramente transmitida para o utilizador. Fúria, medo, repugnância, felicidade, tristeza, surpresa e desprezo constituem a lista de expressões reconhecidas.

 

O compositor cego Tomasz Bilecki é o responsável pela criação dos sons emitidos. Segundo a Dezeen, Bilecki garante que as suas composições não distraem as pessoas da conversa e são facilmente identificáveis. Além disso, são sons simples e curtos.

 

app para cegos
O suporte para telemóveis, criado pelo designer Janek Kochanski, permite que esta app funcione sem o uso das mãos (Imagem: Reprodução Huawei)

 

Outra das inovações da marca, ainda a respeito da Facing Emotions, é o suporte que foi criado como apoio. Uma vez que as pessoas com deficiência visual necessitam, muitas vezes, de uma bengala, a Huawei quis garantir que a app dispensasse o uso das mãos. Atualmente, estes suportes estão disponíveis para venda online. Um número limitado de exemplares será, também, disponibilizado na Europa, através de parcerias com instituições de caridade.

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