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Mundial de Surfe: atleta invisual portuguesa conquista bronze

Chama-se Marta Jordão Paço, tem 13 anos e é cega de nascença. Durante o Mundial de Surfe adaptado da International Surfing Association (ISA), que teve lugar em São Diego, na Califórnia (Estados Unidos da América), de 12 a 16 de dezembro (2018), a atleta invisual portuguesa terminou a sua categoria em terceiro lugar no pódio. Assim, conquistou a primeira medalha alguma vez adquirida por Portugal na competição.

 

A jovem vianense, que treina no Surf Clube de Viana, é uma recente atleta da modalidade. Em entrevista à Surf Total, Marta assumiu que a chegada do surfe à sua vida foi fruto do acaso. Há pouco mais de um ano, no café da sua mãe, que era frequentado pelos instrutores do clube, a adolescente foi desafiada a experimentar. Desde esse momento, “nunca mais larguei”, comenta.

 

Quanto ao mérito de ter sido selecionada para integrar a seleção nacional, Marta prefere dividir “os louros”. De acordo com a mesma entrevista, a atleta refere que foi, também, graças ao seu treinador, Tiago Prieto, e ao seu clube que esse objetivo foi alcançado. É de realçar, igualmente, o apoio da sua região e da Câmara Municipal de Viana do Castelo. Foi através do patrocínio desta entidade que a jovem conseguiu viajar até à Califórnia para participar no campeonato.

Marta João junto do seu treinador, Tiago Prieto, depois da vitória que lhe valeu o bronze no Mundial de Surfe adaptado (Imagem: Reprodução Surfe Clube de Viana)

Para outras pessoas portadoras de deficiência, que praticam surfe adaptado, Marta deixa uma mensagem de encorajamento. Assume o treino como “essencial” e considera que “devemos acreditar em nós, mesmo que seja um surfe um pouco diferente”.

 

A participação portuguesa

 

Além de Marta, a competição contou com mais duas participações lusitanas. Nuno Vitorino, de 41 anos, que conquistou o cobre na sua categoria, e Camilo Abdula, de 38, que terminou na 13.ª posição. Na categoria da atleta invisual portuguesa, o pódio foi, também, conquistado por Melisa Reid (Inglaterra) e Ling Pai (Canadá), respetivamente. Aitor Francesena (Espanha) ganhou a medalha de cobre. Assim, Portugal ficou em 12.º lugar no quadro final da competição.

 

O grande objetivo do evento da ISA passa pela inclusão de desportistas portadores de deficiência na modalidade, através da existência de um estilo paralímpico. Este foi o segundo ano em que Portugal participou no campeonato mundial de surfe adaptado. A medalha de bronze que Marta arrecadou foi a estreia portuguesa no pódio.

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