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O que os países asiáticos têm a nos ensinar sobre educação

(Imagem: Nerdmeister via Flickr cc)

São asiáticos os países que estão no topo do ranking mundial de educação divulgado na última semana pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (ODCE). O primeiro lugar foi ocupado por Cingapura, seguido de Hong Kong (região administrativa especial da China) e Coreia do Sul.

Entre os 76 países avaliados, somente dois lusófonos integram o ranking e figuram na segunda metade da lista: Portugal o ocupa a 30ª colocação, e Brasil, um vergonhoso 60º lugar.

A lista foi criada com base nos resultados de testes de matemática e ciências aplicadas nesses países, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), o TIMSS (dos EUA) e o TERCE (da América Latina).

De acordo com o relatório, os índices de educação de um país servem como indicação dos ganhos econômicos que a nação pode ter a longo prazo. Tomemos o Brasil como exemplo: segundo o estudo, se o país proporcionar educação básica universal para todos os adolescentes de 15 anos, o país pode ter um crescimento de até sete vezes no seu PIB.

Políticas e práticas educacionais deficientes deixam muitos países em um permanente estado de recessão econômica“, sublinha o relatório, citado pelo Jornal O Globo.

O site BBC Brasil listou cinco lições que podemos aprender com os primeiros colocados:

1 – Educação ruim faz mal à economia

Segundo o documento, as falhas educacionais de um país cobram seu preço não apenas em oportunidades perdidas a milhões de adolescentes, mas também impactam a economia do país inteiro.

2 – Educação de qualidade e petróleo não se misturam

O exame PISA mostra uma relação negativa entre o dinheiro que os países ganham a partir de seus recursos naturais e as habilidades de seus estudantes. Ou seja: países que têm poucos recursos naturais costumam investir mais no capital de conhecimento, o que, num planeta de recursos finitos, tem a sua lógica.

3 – O que importa é a qualidade

O estudo ressalva que a educação universal e obrigatória é apenas um primeiro passo. Atingir o nível básico de matemática e ciências é fundamental como base para uma aprendizagem mais profunda.

4 –  A alta renda de um país não o protege da educação ruim

Prova disto é o desempenho dos Estados Unidos: cerca de 25% dos alunos de 15 anos do país não completaram com êxito o nível básico do PISA em matemática e ciências. Assim, a maior potência do mundo ficou abaixo de países como o Vietnã no ranking.

5 – Valores são fundamentais

Nos países que lideram o ranking, a valorização do ensino tem grande peso na cultura. Pais e avós chineses, por exemplo, costumam investir suas poupanças na educação de filhos e netos. Aliado a isso está outra ideia difundida nestes países de que todas as crianças podem alcançar um bom nível educacional, independentemente da origem familiar.

Os céticos podem dizer “isso é fácil quando a educação no país já está mais consolidada”. Pois bem, a estes fica o lembrete: Cingapura, que hoje ocupa a primeira posição, já registrou altos níveis de analfabetismo nos anos 1960, um exemplo de que o progresso educacional é possível mesmo em pouco tempo.

 

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