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Pela segunda vez em seis meses, Lisboa tem o patrimônio histórico danificado por uma fotografia

Leya

 

Uma escultura de madeira do século XVIII de São Miguel Arcanjo foi este domingo derrubada por um visitante no Museu de Arte Antiga, que tem entrada livre nos primeiros domingos de cada mês. Segundo uma fonte oficial do museu, o turista estava a tirar uma fotografia e, ao caminhar para trás, derrubou a figura de São Miguel Arcanjo.

 

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o turista, que é brasileiro, quebrou a estátua ao tentar tirar uma selfie enquadrando a escultura.

 

Segundo uma nota do Ministério da Cultura,  o acidente “ocorreu quando o visitante, estando a fotografar uma outra obra, recuou sem olhar, não parou apesar dos alertas do vigilante, e foi contra a peça que se encontrava em cima de um plinto”.

 

Autoridades agora avaliam se a obra, uma representação de são Miguel Arcanjo sem autor definido, mas feita em um ateliê lisboeta, pode ser restaurada.

 

De acordo com um especialista consultado pelo Observador, o fato de a escultura ser em madeira fez com que danos não tivessem sido maiores. A madeira absorveu o choque, o que não aconteceria com a porcelana ou outros materiais mais delicados.

 

O incidente reacendeu uma polêmica sobre a falta de recursos e pessoal dos aparelhos culturais portugueses diante da explosão de turistas dos últimos anos.

 

Não é a primeira vez que a busca desenfreada pelo melhor ângulo resulta na destruição do patrimônio lisboeta: em maio deste ano, a estátua de D. Sebastião, localizada na entrada da Estação do Rossio, foi totalmente destruída depois de um jovem subir ao local para tirar fotografias. A peça, de 125 anos, caiu e se quebrou em diversos pedaços.

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