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Polícia Federal brasileira revela um esquema fraudulento na indústria de carne

Leya

Chama-se Operação Carne Fraca e foi iniciada recentemente pela Polícia Federal brasileira com vista a investigar os esquemas de corrupção existentes na fiscalização de frigoríficos na indústria de carne no Brasil. Efectivamente é uma operação que revela um esquema de pagamento de propina a fiscais agropecuários para liberar carnes adulteradas sem fiscalização.

 

Segundo dados existentes, o Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo e o maior exportador. Em 2016, o sector vendeu para mais de 150 países, preocupando-se desta forma com os impactos negativos do esquema de venda de carne supostamente adulterada e revelada pela recente operação policial.

 

Aliás, é uma operação que já começou a causar impactos negativos, a começar pela China, Coreia do Sul e Chile que anunciaram restrições temporárias a produtos brasileiros. No mesmo diapasão segue-se a União Europeia, outro dos grandes parceiros do Brasil nessa indústria. Outro elemento preocupante neste processo é o facto da indústria de carne no Brasil ser das mais poluentes do mundo, o que levanta outras consequências para a sustentabilidade deste tipo de comércio naquele país.

 

Contudo, é preciso ressalvar que a indústria de carne no Brasil gera mais de 10 bilhões de dólares em exportações para o país, bem como milhares de empregos, sendo que para muitos a carne brasileira é considerada de alta qualidade. Por conta disso, há alguns sectores da sociedade brasileira que consideram um ataque dos medias internacionais contra o Brasil devido ao sucesso que vinha ganhando nesse campo comercial, com destaque para os órgãos de informação dos Estados Unidos da América.

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1 Comment

  1. Anita
    27 Março, 2017 at 19:38 — Responder

    Sabia a que custo? Desmatamento da floresta amazônica pelos ruralistas, roubo das terras e assassinato dos povos indígenas para além, do óbvio, mas que sempre se esquece, que é a senciência animal. Não é só de economia que (deve) viver uma nação, não acha? Acho que essa matéria é tendenciosa. Os medias internacionais nada têm a ver com a ganância de algumas poucas famílias (os donos da JBS) que por conta de querer mais e mais vendem, sim, carne estragada. Aliás, como aqui dito, para ser o segundo maior exportador de carne, para alimentar a China, a Europa, a América do Norte, haja gado — como se gado fosse tomate e desse em árvore.

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