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Surto de Ébola em país vizinho deixa Angola em alerta

O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo divulgou que 446 casos de Ébola e 235 mortes pelo vírus estão confirmados. Os números apontam este como o maior surto do país e o segundo maior do mundo. O pior foi na região da Guiné Conacri e Serra Leoa, em 2014, onde houve a morte de 11 mil pessoas e a contaminação de mais de 28 mil.

 

A maior preocupação é a disseminação em Mbandaka, uma grande cidade do Noroeste que fica à beira do rio Ebola. Por ele navegam pessoas e mercadorias em direção à capital do país. Apesar de, por enquanto, o surto estar concentrado na região Norte da RDC – ou seja, no lado oposto a Angola – o governo angolano já anunciou algumas medidas de prevenção e proteção.

 

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Todos os postos fronteiriços estão equipados com aparelhos de biossegurança que detectam a presença do vírus. Isso ajuda a impedir a entrada de pessoas contaminadas. Além disso, equipas estão sendo formadas e treinadas para combater uma possível disseminação do vírus, afirma o DW. Já em agosto, especialistas portugueses foram a Luanda para dar formação a profissionais de saúde. Roupas especiais para as equipas de saúde também foram garantidas. Mas a população ainda demonstra grande desconhecimento sobre a doença, segundo avança o site. Não há nenhum caso registrado em Angola.

 

A Organização Mundial da Saúde enviou vacinas experimentais à RDC  – desenvolvidas pela farmacêutica Merck – para conter a disseminação do vírus. A entidade também conta com o apoio do Médicos Sem Fronteiras no local.

 

Ebola

 

O Ebola é causado por um vírus chamado ebolavírus, que é transmitido pelo contato com sangue ou outros fluidos. Esse contato pode ser direto ou indireto (como por meio de superfícies contaminadas). A doença causa febre, garganta inflamada, dores, vômito, diarreia e erupções na pele, além de uma taxa de mortalidade de até 90%. Para se proteger, é importante desinfectar sempre as mãos e evitar contato com fluidos. Uma das grandes causas da alta taxa de transmissão em algumas regiões é o ritual de enterro dos mortos, que envolve o contato com o fluido corporal.

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