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Trabalhar em Portugal: Empregos, vagas e vistos

Quando surge a ideia inicial de mudar-se para Portugal, uma dúvida essencial se impõe: como consigo trabalhar em Portugal? Muitos ficam com dúvidas se é possível empreender ou trabalhar para outra pessoa como estrangeiro. A Conexão fez um levantamento para te ajudar a compreender algumas diferenças essenciais em relação ao novo mercado de trabalho no qual um imigrante se insere.

Nomes das vagas em Portugal

O primeiro ponto a abordar é a diferença de nomenclatura das profissões entre um país e outro. Se alguém perguntar se você é picheleiro, significa perguntar se você trabalha com encanamentos. Se perguntar se você é do ramo da restauração, significa perguntar se trabalha em restaurantes, ou seja, sé empregado de mesa (garçom), empregado de balcão (atendente), auxiliar de cozinha, etc. Se é pasteleiro, significa que faz doces. E se é estafeta, é entregador.

 

Ou seja, ponto importante a reter: informe-se do nome da sua profissão em Portugal, bem como das funções que são atribuídas a ela. Tanto o nome quanto as funções podem ser bem diferentes do que está acostumado e algumas podem nem mesmo existir. No Brasil, por exemplo, não existe a profissão de solicitador, que é responsável por consultas jurídicas e executa mandados. Lá, isso pode ser função do advogado e do oficial de justiça.

 

Áreas que mais empregam

Uma área crescente em Portugal – como em grande parte do mundo – é a de Tecnologia de Informação (TI). Procuram-se muitos Programadores, Desenvolvedores Mobile, Especialistas em Big Data e em Segurança. Também são muito procurados trabalhadores da construção civil, vendedores, atendentes de telemarketing, especialistas em venda porta a porta e assistentes de apoio ao cliente. Isso além de profissões consideradas mais populares, como entregadores, motoristas de Uber e condutores de triclas e tuk-tuk (meio de transporte usado preferencialmente no setor turístico, capaz de transportar passageiros).

 

A área da restauração é a que mais divulga ofertas nas grandes cidades, já que o turismo é uma peça fundamental da economia portuguesa. Um detalhe é que grande parte do mercado de trabalho fala Inglês, Espanhol ou Francês, portanto é altamente aconselhável saber alguma língua para além do português.

 

Alguns trabalhos específicos de ensino superior precisam de validação de diploma. Mas, além disso, é sempre importante perceber que o mercado é competitivo e que muitos pormenores são diferentes. Por exemplo, se for advogado tributário, não são as mesmas regras e tributos nos dois países. E assim por diante.

 

Depois, a forma de se candidatar a uma vaga: envie currículos por e-mail para as vagas abertas. Isso é uma forma básica e não é contornável. Mas há duas outras formas de buscar trabalho: a candidatura espontânea – quando você vai diretamente ao site da empresa e envia o currículo sem que haja uma vaga disponível; e as entregas de currículo pessoalmente, que em algumas áreas e regiões do país funcionam muito bem.

 

Sites para encontrar trabalho

Duas formas funcionam muito bem para encontrar vagas de empregos: os grupos de Facebook – há grupos específicos para cada cidade; e o LinkedIn. Busque por emprego ainda no Brasil, pois os processos seletivos em Portugal podem ser bem específicos e lentos, demorando mesmo meses. Outros lugares para procurar são os sites especializados, como, por exemplo:

Vistos necessários

É preciso de visto para trabalhar em Portugal, a menos que tenha uma dupla cidadania portuguesa ou europeia. O visto deve ser pedido ainda enquanto estiver no Brasil, no consulado português de sua região. Quando já em Portugal, os trâmites são diferentes e o visto de trabalho precisa ser pedido no SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), tendo já um contrato de trabalho e apresentando atestado de antecedentes criminais.

 

É possível trabalhar de duas formas: a recibos verdes e a contrato de trabalho. Recibos verdes são emitidos por autónomos – que podem ter trabalhos esporádicos -, enquanto o contrato significa que trabalha para outra pessoa regularmente (como a CLT, no Brasil). Tanto para um, quanto para outro é necessário ter registo nas Finanças (órgão como Secretaria da Economia) e conseguir seu Número de Identificação Fiscal – NIF (CPF).

Empreender é possível?

É possível empreender e criar seu próprio negócio em Portugal. Para isso, é importante ter um plano de negócios bem estruturado – levando em consideração as diferenças culturais – e um capital financeiro sólido. O investimento pode render três tipos de visto diferentes: o visto D2, o visto Startup e o visto Gold.

 

Visto D2

Chamado de Visto Empreendedor, o Visto D2 permite que abra um pequeno ou médio negócio em Portugal, sem a necessidade de contratar funcionários. Porém, é preciso que o empreendimento tenha relevância econômica, social, tecnológica ou cultural para o país. E seu pedido tem que ser feito no Consulado Português no Brasil e no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

 

Visto Startup

O StartUp Visa é desenvolvido para empresas que desenvolvam produtos, bens ou serviços inovadores, que criem trabalho qualificado e tenham potencial para um volume de negócios de 350 mil euros em três anos.

 

Visto Gold

A Autorização de Residência para Investimento (ARI), também chamada de Visto Gold, tem que ser pedida ao SEF. É aplicada a quem invista em imóveis acima de 500 mil euros (350 mil se forem imóveis com mais de 30 anos), em patrimônio cultural, em investigações científicas ou que criem empresas que gerem ao menos 10 postos de trabalho.

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