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Uma app é a nova arma contra violência doméstica em Portugal

A violência doméstica continua sendo uma preocupação das autoridades portuguesas e da sociedade civil, que cada vez concentram mais esforços, de forma a contornar as estatísticas que continuam preocupante.

 

Os dados estatísticos reforçam essa preocupação e a necessidade de maior intervenção. Nos primeiros seis meses de 2016, a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana registaram 13.123 ocorrências de violência doméstica, dados apresentados no final do ano passado no relatório anual de monitorização da responsabilidade da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

 

Mas se o pedido de ajuda estivesse apenas à distância de um toque no telemóvel? Faria a diferença. Os smartphones e o uso exponencial do mobile, particularmente das aplicações, podem ser uma ferramenta facilitadora de um acesso mais fácil a informação para o combate à violência doméstica como é o caso da App VD – APPoio Contra a Violência Doméstica, desenvolvida pela CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género que se encontra disponível na App Store e Google Play, concentrando toda a informação relativa aos serviços de apoio às vítimas de violência doméstica e de género.

Imagem: App de apoio a vítimas de violência doméstica,

APAV é a entidade que mais tem trabalhado de perto com essa temática e registou mais de 22 mil processos de apoio à vítimas de violência doméstica entre 2013 e 2015, em suma 49 queixas diárias, sendo que 80 % das queixas recebidas pela organização são de violência doméstica, que nos últimos 11 anos registaram-se 428 femicídios e 497 tentativas de crime.

 

A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, pretende que a aplicação possa “dar acesso imediato em qualquer local do país e a qualquer hora do dia”, e aproveitado que “as pessoas estão mais sensibilizadas para a denúncia”.

 

 

A aplicação é uma medida Simplex+, desenvolvida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género que vem dar respostas ao fosso da diferença de respostas a nível do território, fornecendo apoio às vítimas mesmo nas zonas onde “há menor resposta, como no interior do país”, explicou a secretária de Estado na cerimonia de lançamento.

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