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Que estragos faria a bomba de Hiroshima no Rio de Janeiro?

(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

Os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki completam 70 anos esta semana.

A Organização Não Governamental Public Radio Internacional desenvolveu uma ferramenta para mostrar os danos que a bomba de Hiroshima causaria hoje em uma cidade.

O motivo? Enquanto as gerações que sobreviveram ao ataque da bomba de Hiroshima sete décadas atrás estão se esforçando para passar as suas lembranças para as gerações mais jovens, grande parte do mundo apagou da memória aquela manhã fatídica em 06 de agosto de 1945.

Cerca de 66 mil pessoas, a maioria civis, morreram, de acordo com um relatório elaborado pelo Exército dos EUA, um ano após o ataque. Outra 69 mil ficaram feridas e mais dezenas de milhares foram afetadas por doenças causadas pela radiação.

Para mostrar os danos de forma mais clara, a ONG desenvolveu um aplicativo que permite visualizar o dano da mesma bomba atômica em qualquer outra cidade no mundo de hoje. Uma ferramenta que aproxima das nossas vidas a História e revela como foi perversa a detonação dessa bomba.

Aplicamos a simulação ao Rio de Janeiro e em outras cidades da lusofonia e, como era de se esperar, não foi bom imaginar o rastro de destruição. As “detonações” (a bomba explode no ar) foram sobre locais estratégicos.

Você pode se surpreender com a extensão dos danos:

(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

– Num raio de 800 metros a partir do ponto de explosão (sobre o bairro de Copacabana) que envolve toda a região até o Cantagalo: destruição total de prédios, 90% das pessoas morreriam por vaporização e queimaduras. As mulheres grávidas que conseguissem sobreviver, sofreriam aborto devido à radiação.

– Em cerca de 1,5 quilômetros de distância do epicentro, atingindo o Shopping Rio Sul, e o Forte de Copacabana: 70% de mortes, tudo até essa distância é completamente destruído pelo fogo e pela explosão da bomba.

– Num raio com 4,8 quilômetros, região que abrange a Lagoa, o Leblon, a Gávea, o Jardim Botânico, Urca e Botafogo, atingindo inclusivamente o Corcovado, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar: esta área sofre uma severa destruição pela onda de choque, com prédios destruídos pelo fogo que se alastra.

– Numa zona com até 12 quilômetros de distância do ponto da explosão, atingindo o Centro, a Barra da Tijuca e o Aeroporto Tom Jobim, chegando à Ilha do Governador e a Niterói: os edifícios não teriam grandes danos além de vidros quebrados.

Os principais hospitais deixariam de existir e restaria uma Capital arrasada e uma Região Metropolitana em frangalhos. Isso tudo sem falar nos efeitos da radioatividade nos sobreviventes nas semanas e meses seguintes.

Veja o que aconteceria em outras cidades da lusofonia:

Luanda (Angola)

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(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

Brasília (Brasil)

(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)
(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

Praia (Cabo Verde)

(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)
(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

Bissau (Guiné-Bissau)

(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)
(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

Maputo (Moçambique)

(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)
(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

Lisboa (Portugal)

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(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

São Tomé (São Tomé e Príncipe)

(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)
(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

Díli (Timor-Leste)

(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)
(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

As estimações de prejuízo e fatalidades foram feitas com base em vários relatórios: “The Atomic Bombings of Hiroshima and Nagasaki“, do Distrito de Engenharia de Manhattan, uma parte do Projeto Manhattan (que criou a bomba atômica), “The Effects of Atomic Bombs on Hiroshima and Nagasaki” preparado pelo Centro de Pesquisa Estratégica sobre Bomba dos Estados Unidos e os dados computados no “Medical Effects of the Atomic Bomb in Japan“, por AW Oughterson e S. Warren. A simulação não leva em conta as diferenças de geografia e clima.

A imagem abaixo mostra um comparativo da região de Hiroshima antes e depois do bombardeio:

hiroshimaantesedepois
(Imagem: Reprodução Public Radio Internacional)

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