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Lisboando pela calçada portuguesa | “Lisboning” on the portuguese pavement

Leya

 


A calçada portuguesa é uma das expressões de arte urbana mais antiga da cidade de Lisboa. Tudo começou no século XVI durante o reinado de D. Manuel I… vamos conhecer a sua história.

 

A calçada portuguesa é uma forma de arte cuja história remonta ao século XVI, no reinado de D. Manuel I. O rei mandou pavimentar a Rua Nova dos Mercadores, considerada na época o centro de comércio de especiarias e riquezas e, assim, começou uma tradição de ”artesãos” do calcetamento das ruas.


The Portuguese pavement is one of the oldest urban art expressions in the city of Lisbon. Everything began in the reign of king Manuel I… let’s get to know its story.

 

The Portuguese pavement is a form of art whose history goes further back to the 16th century, during D. Manuel’s reign. The king ordered paving Rua Nova dos Mercadores, considered at the time the commercial centre of spices and richnesses and this way started a tradition of craftsmen.

Imagem: Reprodução Wikipedia
Imagem: Reprodução Wikipedia
Mas foi no século XIX, durante o período da reconstrução da cidade após o terramoto de 1755 que a calçada teve o seu apogeu. Os materiais usados têm sido sobretudo calcário e basalto, desenhando figuras geométricas com motivos de inspiração popular e marinha. Uma das mais conhecidas calçadas, com o Grande Mar em relevo, fica no Rossio e serviu de inspiração para o calçadão Rio de Janeiro. Conseguem ver a semelhança?
But it was in the 19th century during the period of the city’s reconstruction, after the 1755 earthquake which the pavement had its heyday. The materials used have been mostly calcareous and basalt, drawing geometrical figures with motives from popular and ocean inspiration. One of the well known pavements, with the wavy relief was used as an inspiration for the ‘’calçadão’’ of Rio de Janeiro. Can you see its resemblance?
Imagem: Reprodução Viver Bem Turismo
Imagem: Reprodução Viver Bem Turismo

 

Imagem: Reprodução Voyage Virtuel
Imagem: Reprodução Voyage Virtuel
Para além dos países lusófonos a moda da calçada portuguesa internacionalizou-se em Macau e em Nova Iorque com o memorial dedicado a John Lennon no Central Park. O mesmo tem servido de inspiração para artistas nas últimas décadas como é o caso do arquiteto paisagista brasileiro Burle Marx que na década de 70 do século passado, acrescentou basalto vermelho, dando uma configuração diferente à calçada. E por cá temos o artista consagrado Vhils com uma homenagem feita à rainha do fado, Amália Rodrigues.
Besides the Lusophone countries the Portuguese pavement fashion internationalized in Macau and New York with a memorial dedicated to John Lennon in Central Park, The same has been used as an inspiration for artists since the last decades as the Bazilian landscape architect Burle Marx who in the 1970’s added red basalt, giving a different configuration to the pavement. And here we have famed artists such as Vhils with a tribute to the queen of Fado, Amália Rodrigues.
Imagem: Reprodução macmoveisgyn
Imagem: Reprodução macmoveisgyn
Imagem: Reprodução Shifter
Imagem: Reprodução Shifter
Sem dúvida que a calçada portuguesa é mais um elemento que embeleza a cidade, mas o piso de pedras brancas e lisas não dão segurança na mobilidade do dia-a-dia. Se Lisboa já tem as suas colinas de altos e baixos, as suas descidas transformam-se, muitas vezes, em escorregadelas drásticas, principalmente em piso molhado.

 

Outro problema traduz-se na sua manutenção pois torna-se dispendiosa e, infelizmente, como em quase todos os ofícios, a profissão de calceteiro está a desaparecer com o tempo.

 

Apesar das opiniões variadas em torno deste belo, mas perigoso piso em dias de chuva, esta é uma forma de arte que indiscutivelmente caracteriza Lisboa, tal como a sua luz ou o colorido dos azulejos. Esperemos que não desapareça completamente.

With no doubt, the Portuguese pavement is another element which embellishes the city, but the white and even stones don’t give much security to everyday’s mobility. If Lisbon has got its hills of ups and downs, the last ones turn into drastic slips, mainly if the floor is wet.

 

Another problem is its maintenance, which is expensive and unfortunately, as in many crafts, the profession is gradually disappearing.

 

Despite various opinions around this beautiful, but dangerous floor in rainy days, this form of art undoubtedly features Lisbon, as its light or colourful tiles. We hope it doesn’t disappear completely.

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