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Brasil, o que você quer ser quando crescer?

Leya

 

Enquanto todos discutem sobre o impedimento ou não da presidenta do Brasil, pouco se fala sobre o real futuro do país. Discutem valor do dólar, inflação, qual partido assumirá o poder, se a bolsa sobe ou desce. Assistimos grupos de vermelho contra os de verde-amarelo como torcidas de futebol (olha o circo aí geeeeeeeeeente!). Estampam-se as fantásticas manobras jurídicas e políticas, colocando  em campo o loteamento de cargos públicos como moeda de troca para conquistar votos. Provocam acaloradas discussões nas ruas. Especialistas e comentaristas sendo convocados para o espetáculo para proferir suas opiniões. Falta só criar um canal específico, em TV aberta. Quem sabe não dá mais audiência que a copa do mundo…

 

Nos últimos oito anos, nada se viu, ou se ouviu dizer, sobre a ideia que governo, partidos e políticos têm sobre o que o Brasil quer ser quando crescer. Qual a ideia que se faz para um Brasil no futuro? Que tipo de sociedade e cultura realmente se deseja? Esse tipo de pergunta não parece permear a mente dos representantes da nação, e se permeia, será que é vergonha falar a respeito? O que realmente estão fazendo nas cadeiras que ocupam, além é claro, de praticarem um expediente voltado para interesses próprios? Será que há ao menos uma ideia de algum tipo de Brasil naquelas apequenadas cabeças?

 

Em administração, uma das premissas de qualquer empreendimento é saber exatamente o que se quer do negócio. Só assim se poderá buscar o objetivo. Cansamos de ouvir sobre o quanto o empresariado brasileiro é resiliente, supera dificuldades com habilidades extraordinárias, paga uma das maiores cargas tributárias do mundo e continua firme, se mantendo pé. Aprendam um pouco com eles, deixem de ser políticos por um momento. Na imprensa ouvimos paulatinamente o governo proferir sobre geração de emprego, distribuição de bolsas disso ou daquilo, frear inflação, aumentar o crédito, qualificar mão-de-obra, aumentar exportação, etc, mas nada disso terá valor ou significado se não soubermos onde queremos chegar. Cadê o plano de negócios? Também não aprenderam pelo menos isso? Talvez porque não tenham tempo para isso (gastar dinheiro dá trabalho!).

 

Realmente não é possível saber de quem é a responsabilidade, se é do povo que até forma torcida uniformizada para torcer pró ou contra, se são os abobados políticos ou se é culpa mesmo de alguma entidade divina. Chega a ser cômico mesmo, toda imprensa, especialistas, especuladores discutindo se a banana cai do cacho amanhã cedo ou de tarde. Tudo bem que o momento exija atenção, mas cadê a ideia geral? O que está em jogo é a mudança de poder, não a defesa dos interesses da nação. A ideia de um Brasil autêntico, forte, sério, está longe de qualquer pensamento daqueles que deveriam trabalhar por isso.

 

Tomara que todo esse circo sirva ao menos para alguma coisa (tenho até medo de pensar no quê…). Mas vamos torcer não para um grupo ou outro, apenas para o Brasil. Parafraseando os mais velhos com referência aos mais jovens: o país é novo ainda, quem sabe aprende!

1 Comentário

  1. crazy
    3 Agosto, 2017 às 10:14 — Responder

    I read your article and its interesting if you want more

    15 august image hd 2017

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