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Corvo indiano ameaça saúde de moçambicanos

(Imagem: Reprodução Wikipedia)

Moçambique enfrenta uma alerta nacional devido à invasão do corvo indiano, uma ave considerada exótica e proveniente do sul da Ásia que está presente no país desde os finais da década de 1960.

O Museu de História Natural da Universidade Eduardo Mondlane está a tentar erradicar o corvo indiano em Maputo. O problema afeta quase todas as maiores cidades portuárias de Moçambique, incluindo Maputo, Matola, Beira e Nacala.

Em entrevista à rádio Voz da América, Carlos Manuel Bento, biólogo mestrado em zoologia pela Universidade de Cape Town, explicou a gravidade do problema.

Segundo o biólogo, que está a coordenar os esforços de erradicação do corvo indiano em Maputo, o corvo indiano é uma ave muito perigosa, que provoca estragos avultados, por ser um animal extremamente atrevido que não tem medo dos humanos. Os corvos indianos são ainda um potencial de transmissão da gripe aviária, altamente letal aos humanos.

– É um atentado à saúde pública, pode transmitir muitas doencas, como a cólera, a giárdia e muitos problemas intestinais. O corvo tem a facilidade de roubar comida das pessoas e ao mesmo tempo tem contato com o lixo, e nesse trajeto entre comida e o lixo pode transmitir doenças.

O corvo procria muito depressa, sendo considerado uma praga. Segundo a avaliação de Bento, esta já pode ser considerada uma emergência nacional e a única forma de eliminar a praga é abater os animais.

Neste momento, e sob a coordenação da Universidade Eduardo Mondlane, um grupo de voluntários está a efetuar a contagem dos corvos. O processo arrancou na cidade de Maputo e há esforços no sentido de estender para as outras cidades invadidas pela ave.

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