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Combater a pobreza ou manter os privilégios fiscais? O Brasil que escolha, alerta Banco Mundial

Leya

 

A desvalorização das commodities no mercado mundial desde 2011, conjugado com a resposta pouco eficiente do governo brasileiro para contornar a queda dos lucros das exportações estão entre as causas da recessão enfrentada pelo Brasil desde 2015, segundo o Banco Mundial. Um relatório publicado pela organização deixa explicito que a atual crise revelou a necessidade de enfrentar problemas estruturais da economia, como a baixa produtividade no país.

 

Segundo as Nações Unidas, os gastos do governo com assistência social aos mais pobres são menores que um terço das despesas com a previdência para brasileiros em melhor situação. Esses benefícios previdenciários ultrapassam também gastos primários com saúde e educação. Embora em tempos a valorização mundial dos preços de commodities como a soja e o minério de ferro tenha permitido ao Brasil investir em assistência social, aumentando o nível de emprego e os salários, o momento atual exige reformas capazes de renovar o ciclo de combate à pobreza e solucionar problemas estruturais da economia brasileira.

 

Para o Banco Mundial, a crise agravou também outros desafios já existentes, como os baixos índices de produtividade e dinamismo associados ao “estado de abandono da infraestrutura física do país e à limitação da concorrência resultante de regulamentações domésticas”. Em Março, um estudo das Nações Unidas havia alertado para injustiças fiscais no Brasil que beneficiava com isenção os chamados super-ricos.

 

Brasil é um “paraíso tributário” para super-ricos

 

Foi preciso um ajuste macroeconômico e fiscal que, no entanto, não chegou a resolver os conflitos distributivos entre gastos com combate à pobreza e despesas previdenciárias com os não pobres, segundo as Nações Unidas a superação desses obstáculos exigirá o aprimoramento de formas de gestão e a capacitação da mão de obra que poderia utilizar novas tecnologias nas cadeias produtivas, tornando-as mais dinâmicas e competitivas

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