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Continua o mistério sobre as mortes sumárias em Moçambique

Leya

 

Num momento em que o país vive uma situação de conflito militar na zona centro do país, são cada vez mais evidentes as denúncias que dão conta da existência de esquadrões de morte criados única e exclusivamente para assassinar membros de partidos políticos.

 

Se por um lado, a Renamo reclama que os seus membros estão a ser assassinados pelas forças governamentais, o mesmo podem dizer os membros do partido no poder (Frelimo), que num passado recente foram alvos de ataques de homens armados da Renamo.

 

No recente acontecimento, foram reportados casos de aparecimento de mais de uma dezena corpos numa mata em Macossa (Manica), descobertos pelos camponeses que se faziam àquele lugar para prática da agricultura.

 

No início a polícia recusou a existência desses corpos, tendo depois aceite, mas sem nunca dar pistas de como tais corpos teriam apreciado naquele local. Organizações de defesa de Direitos Humanos defendem que o caso deve ser investigado com profundidade.

 

Sabe-se que Macossa não dista de Gorongosa (zona de conflito armado), mas embora não se estabeleça nenhuma ligação com a actual crise militar, não deixa de ser curioso que tal situação se reporte na referida zona. Os corpos foram a enterrar no dia 08 de Maio, numa acção conduzida pela Policia da República de Moçambique.

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