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Gobi, o deserto solar chinês

(Imagem: World Construction Network)

No noroeste da província de Gansu, na China, o sol e o deserto abundantes criam as condições ideais para a construção da primeira estação de energia solar de grande escala. Nos 2.550 hectares do deserto de Gobi serão instalados 200 megawatts de painéis solares, com capacidade para suprir as necessidades de um milhão de habitações.

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Área coberta de painéis solares a 15 de Outubro de 2012 (Fonte: NASA, Earthobservatory)
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Área coberta de painéis solares a 22 de Maio de 2015 (Fonte: NASA, Earthobservatory)

Através da concentração de luz solar na torre central, permite-se maior eficiência e melhor armazenamento de energia que as instalações comuns. Segundo Wu Longyi, presidente da empresa instaladora Qinghai Solar-Thermal Grou, o sistema “é projetado para armazenar calor durante 15 horas, o que garanta estabilidade e geração de energia contínua”.

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(Fonte: World Construction Network)

A instalação está projetada para reduzir anualmente o uso de combustíveis fósseis em mais de quatro milhões de toneladas, reduzindo as emissões de dióxido de carbono em 896 mil toneladas.

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(Fonte: Gobi Solar Project)

De acordo com o China Daily, a província de Gansu atingiu um total de 5,3 gigawatts de capacidade solar instalada em 2014.

A Agência Internacional de Energia afirma que a China aumentou a sua capacidade de painéis solares em 37% perfazendo um total de 28,1 gigawatts. Durante o primeiro trimestre de 2015, foram adicionados mais 5 gigawatts.

O empenho da China nas energias renováveis é notório. O ano passado, atingiram o recorde de $83,3 biliões, mais de 39% que em 2013, tendo investido mais que qualquer outro país, reporta o Programa Ambiental das Nações Unidas.

Em declaração à National Geographic, Jennifer Morgan, diretora do programa World Resources Institute, afirmou que “a China está extremamente motivada por fortes interesses nacionais, nomeadamente para resolver os problemas de poluição do ar, limitar os impactes climáticos e expandir força de trabalho em energias renováveis”.

É evidente que o maior emissor de gases de efeito de estufa do mundo pretende, com urgência, uma reconciliação com o clima.

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