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Hotel em São Paulo muda de cor conforme a qualidade do ar

(Imagem: Divulgação)

Um prédio construído na década de 1970 tem potencial para ser um dos próximos cartões postal de São Paulo. Instalada em dezembro, a fachada interativa conta com centenas de luzes de LED, que transformam a fachada, mudando de cor conforme os níveis de poluição sonora, atmosférica e temperatura.

Projeto de Guto Requena, a proposta se insere no que o arquiteto chama de “cidade haqueada”, um cenário em que edifícios operam na interface entre o mundo analógico e digital, transformando-se de acordo com as ações de seus usuários.

Intitulado Criatura de Luz, o projeto ocupa a fachada do hotel WZ Jardins, construído nos anos 1970 e localizado entre as ruas Oscar Freire e Lorena. Através de sensores sonoros, a nova fachada de LEDs reage aos diferentes sons da cidade – frenagem de ônibus, sirenes de ambulância, tráfego de automóveis e motos e mesmo o barulho do vento – modificando os padrões e a coloração das luzes.

Outro conjunto de sensores analisa a qualidade do ar e, dependendo dos resultados obtidos, reage de formas diferentes. Por exemplo: em dias com níveis de poluição mais elevados, tons alaranjados e avermelhados assumem a fachada luminosa. Quanto melhor a qualidade do ar, mais frias as cores se tornam, e tons de verde e roxo são emitidos pelas luzes.

Para intensificar o caráter interativo do projeto, o público também pode se relacionar com a obra, através do toque e da voz, com o app “WZ Hotel Luz”. Segundo o site Arch Daily, qualquer um poderá identificar a qualidade do ambiente aos arredores do hotel.

Assista ao vídeo da nova fachada em ação:

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