Cultura

Ilha de Moçambique pode receber novo impulso turístico com ajuda de Portugal

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Portugal avalia a possibilidade de criar um novo projeto turístico na Ilha de Moçambique, em Nampula, a 5 km da costa norte do país. No âmbito de uma parceria firmada entre os dois países, já são feitas formações e intercâmbios de ideias, mas o plano é aprofundar o acordo requalificando pontos históricos da região para revitalizar a estância e desenvolvê-la economicamente.

 

No início de 2019, a embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Amélia Paiva, e a Secretária de Turismo de Portugal, Ana Mendes Godinho, visitaram o campus de Ciências Humanas da Universidade Lúrio, que fica na Ilha, e falaram sobre a possibilidade de parceria. “Estou aqui precisamente para ver como podemos cada vez mais trabalhar em conjunto, nomeadamente na parte do turismo e desenvolver projetos em comum, com o objetivo de desenvolver a Ilha de Moçambique”, destacou a embaixadora, ao site da UniLúrio.

 

O principal monumento da Ilha de Moçambique é a Fortaleza de São Sebastião — considerado o mais representativo exemplo da arquitetura militar portuguesa na costa da África —, que está atualmente em estado de degradação. A intenção é recuperá-lo.

 

Fortaleza de São Sebastião, à chegada. (Imagem: Conselho Municipal da Ilha)
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Interior da Fortaleza de São Sebastião precisa de reformas. (Imagem: ZuG55)

 

Um pouco da Ilha de Moçambique

A pequena Ilha de Moçambique — ligada ao continente por uma ponte — tem 245 km quadrados de extensão e foi a primeira capital de Moçambique, como pode ser visto neste texto anterior da Conexão. Foi uma importante parada de navios à época das navegações, pois fica em local estratégico no Caminho de Portugal para a Índia.

 

Em 1991, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) considerou a Ilha de Moçambique Património Mundial da Humanidade. Apesar de seu mais antigo monumento (a Tore de São Gabriel, de 1507) ter sido destruída durante as invasões holandesas de 1607, nela ainda permanecem diversos monumentos históricos. Entre eles, a Mesquita da Ilha — traço da época dos árabes na região —; o Fortim de São Lourenço; a Igreja de Nossa Senhora da Saúde; o Museu de Arte Sacra; o Palácio dos Capitães-Generais (datado de 1610) e a Fortaleza de São Sebastião (datada de 1547). Esta última é o foco das atenções da UniLúrio. O turismo tem sido uma das maiores formas de subsistência da Ilha — onde habitam cerca de 15 mil pessoas.

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