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Jovens artistas da Guiné-Bissau impedidos de participar em Bienal porque Portugal não deu visto

Em mais uma demonstração da falta de cooperação e entendimento sobre a necessidade da livre circulação na CPLP, um facto inédito manchou o início da VIII Bienal de Jovens Criadores da CPLP cujo objetivo é o aprofundamento dos laços de amizade e o intercâmbio cultural entre jovens artistas de toda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

 

(Imagem: Reprodução
Bienal de Cerveira
)

As delegações oficiais da bienal  são compostas por artistas vencedores dos respetivos concursos nacionais e o visto concedido é geralmente um visto de cortesia atribuído pelo Estado-Membro anfitrião, neste caso, Portugal.

 

Os jovens acompanham a comitiva oficial de cada Estado-Membro, que se faz representar pelos Ministros ou Secretários de Estado da Juventude e Desportos. No entanto, mesmo num evento de caráter marcadamente institucional como este, fica evidente a dificuldade de circulação no espaço da CPLP.

 

A comitiva de jovens guineenses foi impedida de participar na Bienal porque o consulado de Portugal na Guiné-Bissau não concedeu os vistos de cortesia. Falámos com Aissatu Forbs, Presidente do Conselho Nacional de Juventude da Guiné-Bissau e Helmer Fortes, em representação do Fórum da Juventude da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa , para perceber melhor o que se passou:

 

 

A promoção de maior mobilidade na CPLP tem estado na ordem do dia e o atual governo português  tem feito várias declarações favoráveis à promoção de uma circulação mais facilitada no espaço da Comunidade. No entanto, no último Conselho de Ministros da CPLP o assunto da “mobilidade” foi uma vez mais adiado.

 

 

 

 

 

1 Comentário

  1. Sergio Santos
    2 Agosto, 2017 às 15:10 — Responder

    O que é a CPLP. Um simulacro de veiculo de cooperação de países de língua portuguesa ou marketing de uma virtualidade que ainda está por defenir-se como realidade factual? Admito que haja controle de fronteiras, mas no qual se enaquadram especificidades que dão razão de ser à existência dessa comunidade. Essa discussão precisa de ser desenvolvida num encontro entre os comunitários para a sua completa clarificação.

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