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Música africana de luto: Papa Wemba, Rei do Rumba africano morre em palco

Leya

 

Morreu em palco o homem que fundiu tradições musicais africanas com pop e influências rock, 0 que resultou no chamado Rumba Africano. Papa Wemba, uma das melhores vozes de África, deixa o mundo aos 66 anos em Abidjan, Costa do Marfim.

 

Num concerto com milhares de espectadores, o cantor congolês Papa Wemba deu o último suspiro. Uma morte “única” para um homem que dedicou a sua vida à música. É caso de se dizer que viveu e morreu pela música.

 

A estrela africana de world music ficou bastante conhecida pelo seu estilo musical característico, o “rumba” que fez com que mais tarde ficasse conhecido internacionalmente como “Rei do Rumba Africano”.

 

Sem saber, fãs e espectadores registavam a ultima actuação de Papa Wemba e registaram o exacto momento em que o artista perdeu a vida em palco com as suas bailarinas em acção que não se aperceberam logo do sucedido. O vídeo está a ser difundido em redes sociais e milhares de pessoas incluindo personalidades do mundo inteiro estão a manifestar o seu sentimento de pesar pela perda. A notícia da morte do artista foi confirmada pelo seu manager ao canal de notícias France 24.

 

O seu verdadeiro nome era Jules Shungu Wembadio Pene Kikumba e o seu grande mérito foi o de ter fundido tradições musicais africanas com pop e influências rock. Destacou-se em África desde 1969, era um dos nomes mais populares do soukous, género musical derivado da rumba cubana, que surgiu no Congo nas décadas de 1930 e 1940.

 

Ao longo da sua carreira, Papa Wemba pisou em grandes palcos e actuou com celebridades como Stevie Wonder e Peter Gabriel. Foi co-fundador dos Zaiko Langa Langa em 1970, um grupo no qual permaneceu quatro anos, e que misturava R&B com música do Zaire (actual República Democrática do Congo), tendo lançado vários êxitos como “Pauline”, “C’est vérité” ou “Liwa ya somo”.

 

Para além dos êxitos na música, Papa Wemba foi também o mentor do movimento dos SAPE (Société des Ambianceurs et des Personnes Élégantes) equivalente a “pessoas elegantes e de bom gosto”, que inspirou diversos jovens na década de 70 a investir num vestuário aprumado e elegante. Os admiradores do músico, inspirados pelo seu sentido estético, começaram a seguir o estilo.

 

Em 2004, o artista passou por um dos momentos mais complicados da sua carreira quando foi condenado a três meses de prisão na França por ter participado num esquema de imigração ilegal, através do qual cidadãos africanos entravam no país fazendo-se passar por membros da sua banda.

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