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Pesquisadores brasileiros descobrem fósseis de dinossauros de 320 milhões de anos

Leya

 

Um grupo de pesquisadores apresentou na última semana dois novos fósseis considerados precursores dos dinossauros e encontrados entre 2009 e 2010 no sítio de Buriol, em São João do Polêsine, na região central do Rio Grande do Sul (Brasil).

 

Batizados como Buriolestes schultzi e Ixalerpeton polesinensis, os animais pré-históricos são do período triássico, ou seja, de mais de 320 milhões de anos. Eles foram achados pelos pesquisadores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) em Canoas, Porto Alegre, e da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, segundo a Agência Ansa.

 

A descoberta também foi publicada na revista científica norte-americana Current Biology.

 

– Esses fósseis brasileiros trazem um novo cenário evolucionário para o início da irradiação dos dinossauros e abrem espaço para novas e desafiadoras questões – afirmou Sérgio Furtado, professor da Ulbra.

 

Segundo ele, a qualidade do material fóssil é raramente encontrada e pode ser considerada um achado, já que traz informações fundamentais para o entendimento da origem e evolução dos dinossauros. A descoberta pode “reescrever” a cronologia sobre a ascensão dos dinossauros.

 

– Com esse material, é possível dizer que os dinossauros e seus precursores viveram lado a lado, e que a ascensão dos dinossauros foi mais gradual, não uma rápida explosão de diversidade, levando outros animais da época à extinção – completou Max Langer, paleontólogo da USP.

 

Os nomes dos fósseis são uma forma de homenagear os locais onde os animais foram descobertos e o paleontólogo gaúcho César Leandro Schultz.

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