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Portugal começa hoje a sua participação no Europeu de sub-21 com olhos postos no Rio de Janeiro

(Imagem: Reprodução FPF)

 

O Europeu de sub21 arrancou ontem na República Checa, com a equipa anfitriã a perder por 2-1 frente à Dinamarca e prosseguiu com o empate a uma bola entre Alemanha e Sérvia, mas é hoje que as coisas ganham verdadeiro interesse para o público português.

Às 19:45 (hora de Portugal) a Seleção sub-21, treinada por Rui Jorge, entra em campo frente à sua congénere inglesa, orientada por Gareth Southgate, na cidade checa de Uherske Hradiste.

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(Imagem: Reprodução Observador)

 

Nomes como Tiago Llori, Paulo Oliveira, João Cancelo, William Carvalho, Bernardo Silva, João Mário e Carlos Mané levam os portugueses a sonhar com a vitória final e com razão. Portugal tem aspirações legítimas a erguer o troféu. Só não tem é aspirações maiores que qualquer uma das restantes sete seleções presentes no torneio. Essa é a magia maior deste Europeu,  qualquer participante é candidato a ganhá-lo. E não falamos de probabilidades ínfimas que fazem fanáticos das casas de apostas sonhar e fazer contas, falamos de probabilidades reais. Diria mesmo que cada uma delas tem 1/8 de possibilidades de o conseguir. Até o reduzido número de equipas ajuda a esse equilíbrio. A prova é tão complicada que a Espanha, (bi)campeã em título, não se conseguiu apurar para defender o seu estatuto!

Nesta idade[i] já quase todos os jogadores têm experiência nos principais escalões dos seus países, quase todos vêm das suas principais equipas, muitos já disputaram até a Liga dos campeões (Ter Stegen o guarda-redes da Alemanha ganhou-a pelo Barcelona, tendo sido titular em todos os jogos do clube na competição) e alguns, como são os casos de William Carvalho João Mário, Rafa Silva, Raphael Guerreiro, Ivan Cavaleiro, Paulo Oliveira, Ricardo Horta e Bernardo Silva, apenas para citar os portugueses, são verdadeiramente “emprestados” pela Seleção A, apenas para disputar o torneio.

Portugal nunca conseguiu ganhar esta competição. A Geração de Ouro que tinha como expoentes máximos Figo, Rui Costa e João Vieira Pinto, e tinha sido bicampeã mundial de sub-20, o melhor que consegui foi levar-nos à final em 1994 onde perdemos com a Itália de Panucci, Toldo, Inzaghi e Cannavaro por 1-0 no prolongamento. Dez anos mais tarde, essa mesma geração levar-nos-ia a uma outra final contra a Grécia, mas sobre isso não nos alongaremos para não deprimir este dia que se quer de esperança.

E motivos para ter esperança não nos faltam, basta pensar que entre 2013 e 2014 este mesma equipa ganhou 14 (!!!) jogos seguidos incluindo todos os da fase de qualificação. Repito: 14. Agora por extenso para que perceba bem: catorze. Quer melhor? Não perdemos um jogo oficial desde outubro de 2011, incluindo a díficil eliminatória de apuramento contra a poderosa Holanda! É obra. Ou melhor, é meio caminho andado para a obra que todos queremos ver erguida, a vitória final no Europeu.

Se tal não for possível, o mínimo que se exige a esta geração é o apuramento para as meias finais, e o prémio associado a esse apuramento, a qualificação direta para os Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro.

A última vez que isso aconteceu já foi em 2004, há muito, muito tempo, e foi celebrado assim…

[i] Há vários jogadores em prova com 23 anos. Isto explica-se porque o apuramento para o Euro demora dois anos, o que faria com que, durante essa fase, muito jogadores se tornassem ineligíveis, assim,  jogadores que sejam sub-21 à data do início do apuramento podem jogar a sua fase final.

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