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Universidade deverá ter a primeira reitora travesti do Brasil

(Imagem: Reprodução Unilab)

Após nomear Nilma Lino Gomes como a primeira reitora negra de uma universidade federal brasileira, a Universidade Federal de Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) pode quebrar outro paradigma: ter a primeira reitora travesti do país.

Luma Nogueira de Andrade é uma das maiores especialistas nos estudos de Gênero e Sexualidade do Brasil. Primeira professora universitária travesti do país, é Doutora em Educação pela UFC (Universidade Federal do Ceará) e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

A atual reitora, Nilma, assumirá a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e indicará o nome de Luma ao ministro da educação, Cid Gomes, que definirá o nome do novo reitor. A escolha recebe o apoio dos alunos, que criaram o movimento Queremos Luma Lá.

Ligada à luta dos movimentos sociais, a escolha da professora confirmaria a natureza pioneira da universidade, ao cumprir um papel de empoderamento das minorias marginalizadas historicamente no país.


Bons exemplos

Também na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão em andamento projetos que garantem a igualdade de gênero.  Em dezembro foi aprovado o uso do nome social para travestis e transexuais em documentos e registros internos da universidade. Com a decisão, alunos, professores e demais funcionários podem inserir o nome social em documentos como crachá de identificação, cartão de aluno e as listas de presença.

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