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O que falta para o recorde feminino de Maya Gabeira na Nazaré ser reconhecido?

A surfista brasileira de ondas gigantes Maya Gabeira está enfrentando um desafio maior que as ondas que já pegou em

sua carreira: ter o seu recorde feminino reconhecido pela WSL (Liga Mundial de Surf).

 

 

 

 

Em janeiro deste ano, ela surfou uma onda de 24 metros na Praia de Nazaré, Portugal. Foi o maior registro de uma onda surfada por uma mulher, o que fez Maya lutar por este reconhecimento, buscando especialistas e indo até a WSL, em Los Angeles, para ter o seu recorde reconhecido, a fim de registrá-lo no Guiness Book.

 

 

 

 

Infelizmente, até agora não foi dada uma resposta concreta para Maya, que não obteve nenhum retorno positivo, e nem uma posição acerca desse tema. Por conta disso, ela lançou um apelo.

 

 

 

 

Ela pede que esta petição online seja assinada  e possamos colaborar com o enfim reconhecimento deste recorde, que é uma marca que orgulha as mulheres e também aos lusófonos de origem, alma e coração, bem como aos amantes do esporte.

 

 

Assinar Petição

 

 

Em épocas de empoderamento feminino e luta para a equidade de gênero, temos uma lusófona de origem que, em águas que cantam o português de Portugal, conseguiu um feito importantíssimo e marcante para uma mulher, num esporte tipicamente masculino, num local extremamente prestigiado para o surf. Maya não se pode calar frente a uma questão que parece soar como misoginia ou simples falta de interesse em que este recorde seja reconhecido.

 

A surfista já se arriscou muito pelos mares do mundo, tendo inclusive sofrido um grave acidente na mesma praia de Nazaré em 2013. A onda é gigante e Maya é corajosa. Por qual razão ainda não teve o recorde reconhecido?

 

 

 

 

Vale ressaltar que o recorde masculino também fala português e também foi alcançado em Nazaré, em 2017, pelo brasileiro Rodrigo Koxa, e foi reconhecido pela WSL logo após ser atingido. Essse recorde está também registado no Guiness.

 

 

 

 

O mesmo deve ocorrer com Maya Gabeira e as barreiras que impedem que mulheres recebam os mesmos tratamentos que os homens devem ser quebradas, para que um mundo mais justo possa ser construído. Por outro lado esses feitos de brasileiros na Nazaré conferem  uma visibilidade à cultura lusófona que tem. Aloha!

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