Cultura

Muito mais que arte: três museus para não esquecer a história

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O mundo já passou por muita coisa negativa. Histórias violentas de incompreensão mútua entre países, guerras, disputas por terras, escravidão, abusos, genocídios. E cada país tem suas mazelas internas que precisam ser relembradas para que não sejam repetidas. Uma das formas de fazer isso é a importantíssima construção de museus e centros de documentação que não permitam que a história caia no esquecimento.

 

Veja estes três dos países de Língua Portuguesa que separamos para o seu conhecimento!

 

1) Memorial da Escravatura e do Tráfico Negreiro (Cacheu, Guiné-Bissau)

Memorial da Escravidão, em Cacheu. Imagem: Wikicommons

O memorial, situado na antiga Casa Gouveia, junto ao rio Cacheu, é composto por um museu, uma residência para investigadores, um pavilhão multiusos e uma sala de formação dedicada a atividades de ensino. O local — um antigo posto de comércio na era colonial — foi escolhido justamente por ser onde muitos dos escravizados eram embarcados em navios e enviados para a América. A ideia foi iniciada em 2010 e inaugurada em 2016, com apoio da União Europeia.

 

No museu é possível encontrar uma série de artefactos relacionados aos escravos, desde colheres e tachos até chicotes, correntes e ferros de marcar a pele.

 

Com a intenção de não deixar esquecer o que foi uma realidade que marcou profundamente os países africanos, o memorial lembra que ainda hoje muitas sociedades na África e fora dela são fortemente marcadas pelas consequências do tráfico negreiro, entre elas o racismo. São exemplos o Brasil e os Estados Unidos.

Parede interna do Memorial da Resistência, em São Paulo. Imagem: Katarina Holanda

2) Memorial da Resistência (São Paulo, Brasil)

O Memorial da Resistência foi inaugurado em 2009 e é situado na região da Luz, centro de São Paulo, no prédio que foi sede do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Dops), a polícia política mais violenta do Brasil na época da ditadura militar no país. Originalmente, a construção de 1914 era destinada aos escritórios das Estradas de Ferro da região.

 

O local guarda evidências das resistências populares às repressões que ocorreram no país desde a Proclamação da República em 1889 e agrega áreas de pesquisa, de conservação e documentação de referências, exposições e ação educativa. Além do Memorial, ainda há a Estação Pinacoteca no mesmo lugar.

Fachada do Museu do Aljube, em Lisboa. Imagem: Museu do Aljube

3) Museu do Aljube (Lisboa, Portugal)

Dedicado à lembrança do combate à Ditadura em Portugal e às referências da resistência acontecida entre 1926 e 1974, o Museu do Aljube, em Lisboa, pretende restaurar a memória coletiva sobre os eventos da época e dar a conhecer aos mais novos um pouco mais da história do país.

 

O Museu conta com um centro de documentação extenso, além de testemunhos, visitas orientadas e projetos educativos com vínculos em escolas e grupos sociais. O Conselho consultivo inclui a presença de inúmeras associações de recuperação de memória histórica de Portugal, o que garante uma amplitude de eventos e materiais.

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