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Antigo Primeiro-Ministro angolano explica o porquê da língua portuguesa ter sido escolhida como a oficial nos PALOP

(Imagem: Reprodução Rua dos Navegantes)

 

Era o único instrumento (…) entre mãos e tínhamos que o utilizar. A língua serviu como meio de comunicação, de difusão e cultura, portanto, teria de ser assim, não tínhamos outra língua. Era a solução mais prática, porque é língua escrita, de comunicação, em que nós aprendemos (…) e fizemos os estudos” foi esta a explicação dada por Fernando França, ex-Primeiro-Ministro de Angola e ex-aluno da Casa dos Estudantes do Império.

Ainda segundo o antigo estadista, nunca houve qualquer concertação entre os estudantes que viraram dirigentes, para optar pela Língua Portuguesa como a oficial nos vários países, quando estes deixaram de ser colónias, a escolha foi feita “naturalmente, por ser a solução mais prática”.

Na base da escolha não terá sido alheio o fato de grande parte dos protagonistas dos movimentos de libertação dos países africanos de língua portuguesa terem, numa ou noutra altura, passado por Portugal, nomeadamente, pela Casa dos Estudantes do Império.

A escolha da língua portuguesa como oficial não deve, de forma alguma, pôr em causa as línguas africanas nativas de cada país que devem continuar a ser valorizadas, defendeu Pedro Pires, também um antigo aluno da Casa dos Estudantes do Império, recordando que em Cabo Verde está aberta a discussão sobre se o crioulo deve ou não ser oficializado.

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