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Brasil: Eduardo Cunha renuncia à presidência da Câmara de Deputados

Leya

 

O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renunciou ao cargo de comandante da Casa na tarde desta quinta-feira (7 de julho). O anúncio foi feito em pronunciamento ao vivo.

 

No pronunciamento, Cunha disse que só a sua renúncia poderá colocar fim à “instabilidade sem prazo”. E que, durante seu mandato, soube conduzir condizentemente a Casa, tocando as pautas necessárias. O deputado afirmou ainda estar a sofrer perseguições, principalmente por conta do impeachment de Dilma.

 

Segundo o jornal o Globo, a renúncia faz parte de uma tentativa de salvar seu mandato da cassação. Na quarta-feira (6 de julho), o parlamentar recebeu a ajuda do pastor Ronaldo Fonseca (Pros-DF) numa manobra para melar a cassação no Conselho de Ética, após a qual os correligionários de Cunha aumentaram a pressão para que ele anunciasse a renúncia.

 

Segundo a Agência Brasil, com a decisão de Cunha de deixar a vaga, a Câmara terá que convocar novas eleições no prazo de até cinco sessões plenárias – deliberativas ou de debates com o mínimo de 51 deputados presentes – para uma espécie de mandato-tampão, ou seja, para um nome que comandará a Casa até fevereiro do próximo ano quando um novo presidente será eleito.

 

Com a renúncia, pode se encerrar o impasse sobre a permanência de Waldir Maranhão (PP-MA) no comando da Câmara. Maranhão assumiu o cargo desde que Cunha foi afastado da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O descontentamento dos deputados com a condução de Maranhão provocou, inclusive, um acordo informal para que ele não presida as sessões de votações. Todas as vezes em que Waldir Maranhão tentou quebrar este acerto, os parlamentares se recusaram a discutir e votar matérias importantes até que ele deixasse a Mesa do Plenário, que estava sendo revezada com o primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP) e o segundo vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara, deputado Fernando Giacobo (PR-PR) – possíveis candidatos à vaga provisória da presidência.

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