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Brasil pode perder 1 milhão de postos de trabalho só este ano

(Imagem: Reprodução Blogue do Sargento Tavares)

 

Já se sabia que o desempenho da economia brasileira estava em mínimos históricos e que o desemprego iria aumentar nos próximos anos, mas ninguém, nem mesmo os mais pessimistas, poderiam prever a realidade tal como está hoje. Estima-se que até ao final do ano se possam perder mais de um milhão de postos de trabalho.

Quem o diz é o Conselho Federal de Economia (Cofecon) que também recomenda ações para se combater o problema no médio-longo prazo, já que no curto não há volta a dar.

Segundo a instituição federal na base do problema estão os sucessivos ajustes da Taxa Selic, o sistema especial de liquidação e de custódia, gerido pelo Banco Central do Brasil, que serve de balizador das taxas de juros dos restantes bancos brasileiros e dos bancos estrangeiros com delegações no país.

Só no primeiro semestre do ano foram extintos 345 mil postos de trabalho e desde então registou-se um processo de aceleração desse fenómeno.

Os ajustes de curto prazo da política econômica têm tido reflexo direto nas condições de vida de grande parte da população, concomitante à ausência de um projeto que contemple políticas capazes de pavimentar uma trajetória sustentada de crescimento” pode ler-se no relatório do Cofecon.

Para combater o problema que ameaça tornar-se um catalisador de outras chagas sociais, o Conselho recomenda que haja um maior investimento em infraestruturas, simplificação tributária, redução da burocracia, condições particulares que facilitem o crédito em sectores estratégicos geradores de emprego, reforço dos apoios e incentivos dados à ciência, à investigação e ao desenvolvimento tecnológico, bem como uma maior regulamentação e fiscalização da competitividade entre bancos, fixação de taxas para reduzir o spread bancário, uma vez que, os lucros do sector crescem à mesma velocidade, mas em proporção inversa à economia brasileira.

Nas palavras do Conselho Federal de Economia “É recomendável a adoção de medidas que reduzam o spread bancário e estimulem a concorrência no setor, na medida em que causa espécie o aumento dos lucros dos bancos em meio à gravidade da atual crise“.

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