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Chissano galardoado com prémio europeu pelo papel na democracia

Leya

 

O antigo Presidente da República de Moçambique, Joaquim Chissano, foi um dos laureados do Prémio Norte-Sul 2015, do Conselho da Europa. O prémio é atribuído todos os anos a duas personalidades “que se destacaram pela sua acção em prol da defesa dos direitos humanos e da democracia”. Joaquim Chissano foi laureado com a activista grega Lora Pappa, responsável de uma organização de apoio a refugiados.

 

O prémio é atribuído a duas personalidades – uma oriunda do Norte e outra do Sul – “que se destacaram no plano internacional pela sua acção em prol da defesa dos direitos humanos e da democracia, contribuindo para um mundo mais interdependente e solidário”, divulgou o Centro Norte-Sul, organismo do Conselho da Europa, com sede em Lisboa. As distinções vão ser entregues pelo presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 30 de Junho, numa cerimónia na Assembleia da República portuguesa.

 

De acordo com o Centro Norte-Sul, Joaquim Chissano, Presidente de Moçambique entre 1986 e 2005, “é reconhecido pelo seu contributo para o reforço democrático em África e o seu envolvimento na procura da resolução pacífica de conflitos em diferentes zonas do continente, nomeadamente na sua qualidade de enviado especial da Organização das Nações Unidas”.

 

Chissano é o rosto de “um conjunto de mudanças socioeconómicas que transformaram Moçambique e é responsável pela primeira Constituição do país, datada de 1990”, além de pertencer aos conselhos consultivos de diversas organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas.

 

Lora Pappa, fundadora da organização não-governamental METAdrasi, é reconhecida pelo seu “trabalho no apoio e encaminhamento de migrantes e refugiados, sobretudo os grupos mais vulneráveis, como as crianças e menores não acompanhados”, refere o Centro Norte-Sul.

 

O prémio Norte-Sul vai na 21ª edição e já foi atribuído, entre outros, ao ex-secretário-geral da ONU e Nobel da Paz, Kofi Annan, aos antigos presidentes portugueses Mário Soares e Jorge Sampaio, ao ex-presidente da Assembleia da República portuguesa, António de Almeida Santos, ao antigo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ao cantor irlandês Bob Geldoff, à rainha Rânia da Jordânia, à política francesa Simone Weil, à primeira mulher presidente da Irlanda, Mary Robinson, à moçambicana Graça Machel e à jornalista tunisina Souhayr Belhassen.

 

Criado em 1989, o Centro Norte-Sul iniciou a sua actividade em 1990, para estabelecer plataformas de diálogo em matéria de interdependência e solidariedade, com regiões situadas fora do continente europeu, no quadro da “política de vizinhança” do Conselho da Europa.

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