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Descoberto esquema internacional para compra de opinião de cientistas contra a teoria do aquecimento global

Uma investigação realizada pelo Greenpeace do Reino Unido aponta que empresas do setor de combustíveis fósseis fazem pagamentos ocultos para que cientistas das principais universidades norte-americanas escrevam pesquisas questionando as mudanças climáticas e, consequentemente, promovendo os interesses comerciais dessas empresas.

 

Durante a investigação, repórteres se passaram por representantes de companhias de petróleo e carvão que estariam interessados em encomendar pesquisas “independentes”. Eles contactaram acadêmicos das universidades de Princeton e Penn State, solicitando a produção de documentos defendendo os benefícios do gás carbônico e o uso de carvão em países em desenvolvimento. De acordo com o Greenpeace, os professores universitários não só concordaram com a proposta, como afirmaram que não seria necessário revelar a fonte do financiamento nos artigos acadêmicos produzidos.

 

Leia a investigação completa (em inglês)

 

A disposição desses estudiosos em esconder suas fontes de financiamento destoa de códigos de ética de periódicos influentes, como a revista Science, por exemplo. Na lista de requisitos para enviar estudos, a Science afirma que as pesquisas devem “vir acompanhadas de informações claras sobre todos os autores e suas afiliações, fontes de financiamento ou relações financeiras que possam por em dúvida a imparcialidade do texto”.

 

– Esse trabalho revela uma rede de especialistas “de aluguel” e um canal de bastidores que permite a empresas do setor de combustíveis fósseis influenciar o debate sobre as mudanças climáticas, de forma oculta e sem deixar impressões digitais. Agora, estamos diante de uma pergunta simples: ao longo dos anos, quantos relatórios científicos questionando as mudanças climáticas foram financiados por empresas de petróleo, carvão e gás? Esta investigação mostra como isso é feito, mas agora temos de saber quando e onde foi feito. Chegou a hora dos céticos abrirem o jogo – declarou John Sauven, diretor executivo do Greenpeace no Reino Unido.

 

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