AngolaBrasilCabo VerdeGuiné-BissauMoçambiquePolíticaPortugalSão Tomé e PríncipeTimor-Leste

Eduardo Cunha é o novo Presidente da Assembleia Parlamentar da CPLP

Leya

 

Alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara que pode levar à cassação de seu mandato e réu na Operação Lava Jato, Eduardo Cunha é o novo Presidente da Assembleia Parlamentar da CPLP.

 

A Assembleia Parlamentar da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) é o órgão da CPLP que reúne as representações de todos os Parlamentos da Comunidade, constituídas na base dos resultados das eleições legislativas dos respetivos países – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

 

A presidência do órgão tem a duração de dois anos, é rotativa e a escolha do Presidente é feita de forma consensual entre os membros. Uma vez que acontece por ordem alfabética, depois do mandato de Angola, assumido na pessoa de Fernando Piedade Dias dos Santos, foi a vez do Brasil assumir até 2018 na pessoa de Eduardo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados.

 

A posse ocorreu no encerramento da VI Reunião da Assembleia, na Câmara dos Deputados, no Brasil e contou com a presença de parlamentares de Angola, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, além dos brasileiros.

 

Na sua primeira declaração enquanto Presidente da AP-CPLP, Eduardo Cunha ressaltou que é preciso redobrar os esforços no sentido de consolidar a instituição e fazê-la intérprete das aspirações democráticas condensadas nos Parlamentos-membro. Cunha destacou que dará continuidade a todos os temas debatidos durante o encontro, e que o Brasil está pronto para desempenhar um bom trabalho na direção da Assembleia.

 

Quero agradecer e registrar a minha honra de poder assumir a presidência pelo próximo biênio. O Brasil se sente gratificado por essa representação, o que mostra que nós vamos fazer o melhor que nós pudermos fazer para dar continuidade a esse brilhante trabalho que tem sido desenvolvido pelo presidente [da Assembleia] de Angola e que nós possamos, no mínimo, tentarmos ser iguais
— Eduardo Cunha

Em relação ao programa de atividade para o próximo biênio, Cunha destacou alguns compromissos que considerou essenciais: a dinamização do funcionamento das comissões e da Rede de Mulheres; a melhoria no nível das trocas de informações entre a mesa, grupos nacionais, parlamentos e órgãos da CPLP; a implementação das resoluções aprovadas e a maior influência da Assembleia nas regiões com a língua portuguesa.

 

O parlamentar disse ainda que o grupo não precisa se limitar a reuniões anuais e que os encontros podem ocorrer de outras formas. Na avaliação de Cunha, atividades menos burocráticas produzem um efeito mais célere, mais rápido e com efetivo resultado político.

 

Dentro desse espírito é que o Brasil se propõe a conduzir estes próximos dois anos, em conjunto com todos vocês, com a confiança que vocês estão demostrando, e sempre buscando o consenso e a harmonia das ações, respeitando as diferenças e as divergências que existem nos nossos países, nos nossos povos e nas nossas formas de condução
— Eduardo Cunha

O deputado Paes Landim, do PTB do Piauí, e o deputado Panzo Joaquim, de Angola, foram escolhidos como primeiro e segundo secretários da mesa, respetivamente. A deputada Rosangela Gomes, do PRB do Rio de Janeiro, foi eleita Presidente da Rede de Mulheres, órgão da Assembleia Parlamentar que reúne as deputadas dos Parlamentos que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

 

Em 2018 será realizada a VIIª Reunião da Assembleia que terá lugar em Portugal.

 

Cunha deve ficar na presidência da AP-CPLP apenas até o início de 2017, visto que o seu mandato de presidente da Câmara acaba este ano.

 

 

Quem é Eduardo Cunha?

Cunha é presidente da Câmara de Deputados brasileira e está sendo investigado no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar por, alegadamente, ter mentido à CPI da Petrobras quando declarou a inexistência de contas bancárias suas não declaradas no exterior. Foi denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) num inquérito que o ponta como proprietário de contas secretas na Suíça.

 

Além disso, o peemedebista é réu numa ação da Operação Lava Jato onde é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Uma pesquisa realizada em todo o país e divulgada esta semana, revelou que três em cada quatro brasileiros (77%) são favoráveis à cassação do presidente da Câmara dos Deputados.

1 Comentário

  1. Léo Diniz
    13 Abril, 2016 às 16:06 — Responder

    ´É uma vergonha como jamais poderia imaginar. Sinceramente, penso que nem o Lula em 8 anos de presidencia conseguiu avacalhar tanto com a “imagem” da Língua Portuguesa, ela nunca foi tão aviltada como agora com esse grande erro de relevar alguém como esse senhor, que como o próprio nome, já explaina a que vém… “Cunha”. Eu enquanto cidadão “Luso-Brasileiro”, músico e poeta Lusófono de profissão e muita luta, sinto-me indgnado, enojado e humilhado, ao ver esse baloarte da corrupção, patrono da discriminação racial, esse segregador religioso, arauto da homofobia e da impunidade; ser associado a CPLP, e que por cá pensava eu ser uma org. a sério! O que mais posso disser? “I’m so sorry!”

Deixe-nos a sua opinião

O seu endereço de email não será publicado.

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.