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Guiné-Bissau receberá € 15 milhões para o desenvolvimento sustentável

(Imagem: jbdodane via Flickr cc)

A União Europeia (UE) vai disponibilizar 15 milhões de euros para um projeto de apoio ao desenvolvimento rural sustentável da Guiné-Bissau.

– A abordagem centra-se na boa governação e na valorização do potencial agrícola do país, vetor de desenvolvimento socioeconómico e de soberania alimentar – , referiu Victor Madeira dos Santos, chefe da Delegação da UE em Bissau.

O projeto intitulado “Ações coletivas e territoriais integradas para a valorização da agricultura” vai abranger as regiões de Quinara e Tombali, no sul, e de Bafatá, no centro do país.

O projeto enquadra-se na iniciativa europeia UE-ACTIVA e vai apoiar durante 48 meses atividades identificadas pelo governo, pela sociedade civil e por parceiros.

O dinheiro será destinado a três tipos de ações: elaboração de planos de desenvolvimento agrícola regionais, reabilitação de caminhos (que possam melhorar igualmente o acesso aos serviços de saúde) e reforço de competências da população.

A iniciativa, que tem a Cooperação Portuguesa (Camões – Instituto da Cooperação e da Língua) como cofinanciadora, pretende contribuir para o objetivo “Fome zero” da Aliança Global para a Iniciativa de Resiliência (AGIR) no Sahel e na África Ocidental.

A meta consiste em reduzir a insegurança alimentar crónica na sub-região e aumentar a capacidade de resistência das populações afetadas, preservando o ambiente e melhorando as capacidades de adaptação às mudanças climáticas.

 

Perigos da desertificação

Na última semana, a encarregada de Negócios da Missão da Guiné-Bissau junto à ONU, Maria Antonieta Pinto Dalva, falou à Rádio ONU sobre as expectativas do país para que sejam acelerados os planos locais de proteção florestal.

– Como se sabe, a nossa zona tem uma área de influência de deserto do Sahel, onde o Senegal e os países como a Guiné-Bissau e os vizinhos já estão a sentir os efeitos das mudanças climáticas. Por isso, a proteção das florestas e das nossas árvores é muito importante para nós. Uma das preocupações é o financiamento para a proteção da floresta, do meio ambiente e das áreas protegidas – , explicou Dalva.

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