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Isabel Novella, um talento moçambicano!

Isabel Novella é uma daquelas pessoas abençoadas com uma voz incomparável, sendo também única em estilo e performance. Natural de Maputo, Moçambique, a música da Isabel move-se entre o jazz, marrabenta e a soul africana.

 

Com um talento que vem desde tenra idade, Isabel Novella desenvolveu desde cedo uma grande paixão pelas artes. Aos 10 anos, compôs a sua primeira canção e aos 14 já cantava profissionalmente nos backing vocals de diferentes grupos de Moçambique, África do Sul e Países Baixos.

 

Numa entrevista cedida ao portal de marketing e comunicação Kaymu Moçambique, Isabel Novella abriu várias páginas da sua vida:

 

A sua carreira começou bem cedo: aos 14 anos já cantava profissionalmente. Houve alguma influência principal na sua vida ou algum momento de viragem para que seguisse uma carreira na indústria musical?

 

Cresci num ambiente musical, o que contribuiu para que desenvolvesse uma paixão pela música desde cedo. Sempre tive o sonho de seguir a carreira musical e, sem pensar muito, a música tomou naturalmente o seu lugar.

 

A sua biografia oficial refere que cunhou uma nova palavra para descrever a sua música: “pop-world soul”. Pode explicar-nos a sua origem e caracterizar-nos o tipo de som a que se refere?

 

O meu estilo musical é uma mistura daquilo que são as minhas experiências musicais ao longo dos anos e, na busca de um termo que explique essa mistura, optei por pop-world soul como forma de explicar o balanço de estilos presentes na minha música.

 

O seu disco homónimo foi produzido numa série de países, incluído África do Sul, Moçambique, Bélgica, Nigéria, Dinamarca e Estado Unidos. Como foi o processo de gravação e composição?

 

Com o avanço das tecnologias podemos actualmente estar em várias partes do mundo, mesmo sem sair de casa. O meu disco teve participações/colaborações de músicos de diversas partes. O processo de gravação foi tranquilo e divertido, usamos as tecnologias a nosso favor e foi possível ter um trabalho final satisfatório.

 

Em que medida é que a história e memória africana se infiltram na música feita pela Isabel? A sua herança cultural é algo importante para si?

 

A história e memória africana estão presentes na minha música através da minha voz, através dos ritmos, mensagens e das linguas usadas na composição das músicas. Sem dúvida que a minha herança cultural é importante para mim e está presente na minha forma de ser, pensar, agir e de me apresentar. É a minha identidade.

 

Teve a sua primeira colaboração internacional com o renomado músico Bob James, que tocou piano em “Voices”. Como foi colaborar com um dos grandes nomes do jazz contemporâneo?

 

Foi uma honra poder contar com a participação do Bob James, por ser um excelente músico mas, acima de tudo, pela sua simplicidade e abertura para a colaboração no tema Voices.

 

Actuou em vários festivais africanos e europeus, incluíndo o Road to Joy of Jazz, o North Sea Jazz Festivals ou o Atlantic Music Expo, nomeando apenas alguns. Existe algum momento nestes concertos que recorde com especial carinho?

 

Wow, tive vários momentos e cada um deles foi único. Posso dizer que, em cada concerto, existe um momento especial, várias lições tiradas, várias emoções vividas e partilhadas, que fica dificil escolher um único momento.

 

Falando um pouco mais de si, a nível pessoal. Quando tem um tempo livre, entre concertos, o que gosta de fazer?

 

Viajar, ir ao cinema, estar com amigos e familia, estar sozinha com os meus pensamentos, experimentar receitas novas na cozinha.

 

Promover o e-commerce a África faz parte da missão do Kaymu, no sentido de apoiar o desenvolvimento desta área. E no mundo da música, como avalia o mercado musical moçambicano, em particular a presença feminina?

 

O mercado musical moçambicano apresentou um crescimento considerável nos últimos anos mas ainda há muito a fazer para industrializar esse sector. É preciso que nós, como artistas, nos interessemos em saber aquilo que são os nossos direitos e deveres.

 

Para terminar, tem alguma mensagem para os seus fãs, em particular, para os jovens músicos moçambicanos?

 

Aprender é um processo, não um evento. Nunca parem de aprender.

 

Leya

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