EducaçãoOpinião

O ensino e o Brasil

Leya

 

Caros amigos leitores, tomei a liberdade de dar um “Ctrl+C, Ctrl+V” no texto publicado pelos alunos de uma reconhecida universidade pública do estado de São Paulo. Este fala por si só e creio que nada melhor que esta conexão para difundir o posicionamento dos jovens brasileiros mundo afora.
 


 

Carta do Encontro Estadual de Estudantes em Luta – Campinas, 22 de maio de 2016

No dia 22 de Maio de 2016 foi realizado um encontro estadual dos estudantes paulistas em luta, que contou com a presença de estudantes da UNICAMP, USP, UNESP, secundaristas além de UFABC e universidades particulares.

 

Há anos o governo do estado de São Paulo tenta implementar diversas medidas que impõem a precarização do ensino básico e superior paulista. Em 2016, com o acirramento da crise econômica, os reitores das estaduais em conjunto com Alckmin têm implementado diversas medidas que aceleram o processo de desmonte das universidades estaduais e também do ensino básico. Em resposta a isso os estudantes têm radicalizado suas lutas, ocupando escolas e universidades.

 

O que está colocado hoje no estado de São Paulo pelos processos de mobilização é uma disputa acirrada por um novo projeto de educação. Por isso nossa luta também discute a necessidade da implementação imediata das cotas étnico-raciais na USP e na UNICAMP, porque é emergencial romper com o projeto racista e elitista das universidades.

 

Mas além de radicalizarmos o acesso é urgente que as universidades garantam que todos esses estudantes negros, negras, indígenas e provenientes das escolas públicas tenham condição de permanecer estudando. Por isso a luta pelo aumento das políticas de permanência estudantil unifica todas as estaduais.

 

Para que consigamos avançar nas conquistas do conjunto dos estudantes do estado de São Paulo reafirmamos que é necessário implementar um comando de greve unificado das estaduais. O encontro de hoje foi um primeiro pontapé para a realização dessa unidade e precisamos avançar para construir a unidade concretamente na base de todas as universidades e campi espalhados pelo estado.

 

Debatemos a importância de construirmos um dia nacional de lutas contra os ataques de todos os governos à educação e contra a repressão, nesse sentido aprovamos que o dia 3 de Junho será um dia de ações radicalizadas levada à frente pelos estudantes universitários e secundarista de todo o país, bem como levaremos também esse chamado a todas as assembleias de base que ocorrerão nos próximos dias.

 

Sabemos infelizmente que atacar a educação não é monopólio do PSDB e de Alckmin, pois Pezão e Sartori/PMDB no RJ e RS, Camilo Santana/PT no CE e Temer no governo federal também são inimigos, assim como não aceitamos os cortes bilionários que foram feitos ano após ano na educação pelos governos do PT. Nesse sentido é urgente também que os setores reunidos no estado de São Paulo se unifiquem nacionalmente com todos os outros estudantes, professores e funcionários da educação pública.

 

Para isso é imperioso que as universidades e escolas discutam e aprovem a construção do II Encontro Nacional de Educação que ocorrerá entre os dias 16 e 18 de Junho, em Brasília. Só com a unificação das lutas e a construção de uma forte greve geral a educação é possível fazer com que a juventude e os trabalhadores barrem todos os ataques que os governos têm nos desferido.

 

PELA UNIFICAÇÃO DAS LUTAS JÁ!

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