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Paulina Chiziane participa do “Festival Afreaka” no Brasil

(Imagem: Reprodução BlckMnds)

 

Afreaka é um projecto de mídia alternativa que traz um lado pouco conhecido do continente africano no Brasil, fugindo dos estereótipos como fome, pobreza e passividade, e cobrindo as expressões colectivas e individuais das culturas locais – tendências, música, literatura, arte, culinária, arquitectura, etc.

O “Festival  Afreaka” teve início no da 9 de Junho e terminou no dia 27 do mesmo mês e uma das convidadas para fechar o evento foi Paulina Chiziane, uma conceituada escritora moçambicana, contadora de histórias que aprendeu o ofício com sua avó quando criança, em momentos mágicos ao redor da fogueira.

Com a publicação do seu primeiro livro, Balada de Amor ao Vento, editado em 1990, Paulina Chiziane tornou-se a primeira mulher moçambicana a publicar um romance.

Militante da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) durante a juventude, Paulina iniciou a sua actividade literária em 1984, com contos publicados na imprensa moçambicana. Nascida em Manjacaze, cresceu nos arredores da cidade de Maputo, ao sul de Moçambique. Falante das línguas Chope e Ronga, aprendeu a língua portuguesa na escola em que estudou, pertencente a uma missão católica. Começou os estudos de Linguística na Universidade Eduardo Mondlane sem, porém, ter concluído o curso.

“Ventos do Apocalipse”, concluído em 1991, saiu em Maputo em 1995 como edição da autora e foi publicado pela Caminho em 1999. O “Sétimo Juramento” e “Niketche” foram publicados em Portugal em 2000 e 2002, respectivamente. “Balada de Amor ao Vento” é o seu quinto romance.

O evento decorreu no dia 27 de Junho, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo numa mesa em que participou igualmente a escritora Brasileira, Ana Maria Gonçalves.

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