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Sociedade civil em Maputo prepara manifestação contra tensão político-militar em Moçambique

Leya

 

Diversas entidades da sociedade civil confirmaram a participação numa marcha pacífica a realizar-se na capital moçambicana este sábado (18 de Junho).

 

O escândalo da dívida pública, a crise político-militar, execuções sumárias e alegados esquadrões da morte são alguns dos temas-chave da marcha, segundo a presidente da Liga dos Direitos Humanos, Alice Mabota, uma das organizadoras da iniciativa.

 

Sob o lema “Pelo Direito à Esperança”, a marcha estará aberta a manifestações culturais e serão proferidas mensagens sobre as principais preocupações dos moçambicanos nos últimos tempos.

 

Durante a conferência de imprensa, realizada em Maputo, Alice Mabota defendeu ainda que a sociedade não pode ser responsabilizada por “políticas irresponsáveis” do governo e que os “burlões que defraudaram” o estado devem ser levados à barra da justiça.

 

Durante este encontro com os media, membros e instituições da sociedade civil foram convidados a abraçarem a causa, incluindo os diversos partidos políticos existentes.

 

Alice Mabota apelou ainda ao Presidente da República, Filipe Nyusi, para que preste atenção às propostas das organizações da sociedade civil  pois esta pretende que os que foram eleitos para o governo actual exerçam o seu papel como deve ser. Esta é uma iniciativa que pretende se alastrar as restantes províncias do país como forma de pressionar o actual governo a dar respostas ás preocupações da sociedade. Após a manifestação, de acordo com os organizadores, será elaborado um documento com sugestões aos dirigentes moçambicanos e, posteriormente, será divulgado ao público. A presidente da Liga dos Direitos Humanos revelou à imprensa que está a ser alvo de ameaças para cancelar a manifestação mas ainda assim insiste que esta se realize a todo o custo.

 

Em Maio último, alguns partidos extraparlamentares tentaram organizar uma marcha pacífica contra a situação política e económica vivida no país, mas, no dia em que estava agendada a conferência de imprensa do anúncio do protesto, um dos protagonistas, João Massango, foi agredido nos arredores de Maputo e a marcha acabou por não ser realizada.

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