Cultura

Lenda africana narra a história dos furacões

Leya

 

Você sabe como se forma um furacão? Uma lenda africana dos dos bosquímanos (povo nômade que habita o deserto do Kalahari) explica o fenômeno de um jeito bem interessante:

 

O nome do filho do vento é um segredo que deve ser guardado e respeitado. Mas Nakati resolve desafiá-lo e enfrenta um enorme vendaval…

Na história, um menino de nome Nakati subiu a montanha atrás de ovos de avestruz e foi surpreendido por um menino com cabelos eriçados que o convidou para girar a bola. Era o filho do vento; ele estava contente por ter, finalmente, encontrado um menino de sua idade para brincar.

 

Os meninos se deram muito bem e já não queriam se separar, mas, antes de chegar o final da tarde, a mãe do filho do vento o chamou para dentro de casa, uma cabana isolada no alto da montanha.

 

O filho do vento sabia o nome de Nakati, mas Nakati não sabia o nome do amigo. Quando a mãe do menino o chamou Nakati se esforçou para ouvir e aprender, mas só conseguiu perceber o vento soprando e assoviando.

 

Faça aqui o download gratuito de 34 contos africanos

 

Naquela noite, Nakati perguntou para sua mãe qual era o nome do menino que vivia no alto da montanha, naquela cabana isolada de tudo e de todos. A mãe de Nakati ficou assustada e não revelou o nome do amigo do filho. Ela explicou que tal segredo não devia ser revelado sob pena varrerem fortes ventanias…

 

A partir daquele dia, os dois meninos se tornaram grandes amigos. Nakati sempre atento a aprender o nome do filho do vento.
 

VEJA TAMBÉM

 
Foi depois de um dia de muita brincadeira que Nakati, já tendo aprendido o nome do amigo, resolveu desafiar as forças da natureza. Turbilhões, tornados, redemoinhos e furacões se formaram ao redor do menino.  Nakati tinha de correr mais rápido que o vento para se refugiar dentro de casa.

 

Ficou curioso? Esta lenda serviu como inspiração para muitas histórias, tendo se transformado em livro pelas mãos de pelo menos dois grandes nomes da literatura lusófona: o angolano José Eduardo Agualusa e o brasileiro Rogério Andrade Barbosa. Fica aqui a dica de leitura 🙂

 

(Imagem: Divulgação)
(Imagem: Divulgação)
Previous post

Anistia Internacional: a democracia está sendo manipulada contra a democracia no Brasil

Next post

Guiné-Bissau reforça ambições de assentar paz e estabilidade

2 Comments

  1. Lizza Dias
    9 Março, 2016 at 16:58 — Responder

    Cantora Atriz negra
    Lizza Dias

  2. 11 Março, 2018 at 0:53 — Responder

    Adorei… achei bastante interessante, confesso que não conheço muito a literatura africana mas quero ler este livro

Leave a reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *