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Quatro coisas que você não sabe sobre a Páscoa

(Imagem: Reprodução Elisabeth street)

Para os cristãos, a Páscoa é uma celebração da ressurreição de Jesus Cristo – e, sem dúvida, a data mais importante no calendário religioso. A Páscoa marca o fim da Quaresma, um período de 40 dias de jejum e reflexão.

O primeiro registro sobre a celebração da Páscoa aconteceu no século II, embora provavelmente os cristãos já celebrassem muito mais cedo do que isso. Hoje, o dia sagrado tem inspirado uma grande variedade de tradições desde o “doces ou travessuras” de Páscoa na Suécia até a tradição de efígies da queima de Judas na Venezuela.

Descubra quatro fatos que você provavelmente desconhece sobre a Páscoa:

 

1. Os colonos americanos ignoravam as celebrações da Páscoa

thanks (Imagem: Reprodução Smithsonian)

O cristianismo nas primeiras colônias da Inglaterra era muito diferente do cristianismo na América de hoje. Os puritanos desprezavam feriados religiosos, como Páscoa e Natal, alegando que tinham raízes pagãs e faltava uma base bíblica.

Algumas denominações cristãs ainda são cautelosas com os feriados religiosos. As Testemunhas de Jeová e muitas igrejas pentecostais, por exemplo, ainda desencorajam os seus membros em celebrar a Páscoa.

 

2. A Páscoa é a razão pela qual nós usamos o calendário gregoriano

gregoriano (Imagem: Reprodução Science Source)

Por volta do século XVI, os estudiosos perceberam que calendário Juliano do Império Romano estava fora de sincronia com o ano solar – e que a Páscoa foi ficando cada vez mais longe do equinócio da primavera. Em um esforço para fechar a lacuna, o Papa Gregório XIII introduziu o calendário gregoriano. Mas por causa de antigas rivalidades religiosas, os protestantes na Europa foram totalmente contra a mudança. Até 1752 a Inglaterra resistiu em adotar o calendário gregoriano. A partir dessa data o país adiantou 11 dias, indo de quarta-feira, 2 de setembro, a quinta, 14 de setembro. O calendário gregoriano é ainda o calendário civil mais utilizado hoje em dia.

Igrejas Ortodoxas Orientais ainda usam o calendário juliano para calcular os feriados religiosos. Como resultado, enquanto a maior parte do mundo ocidental celebrará esta Páscoa no dia 5 de abril, as igrejas ortodoxas comemorarão em 12 de abril.

 

3. A Páscoa sempre foi ligada à lua

moon (Imagem: Reprodução Planets for Kids)

Uma vez que o calendário judaico é baseado no ciclo lunar, a Páscoa cai em 14 de Nisan, o 14º dia da primeira lua cheia da primavera. Os cristãos da Ásia Menor costumavam celebrar a crucificação em 14 de Nisan e celebrar a ressurreição no dia 16 de Nisan. Mas isso significava que a Páscoa pode cair em qualquer dia da semana. Por outro lado, os cristãos do Ocidente celebravam a Páscoa no primeiro domingo após 14 de Nisan.

Em 325, o imperador romano Constantino I reuniu bispos de todo o seu império no Concílio de Nicéia para elaborar uma solução para este e outros debates furiosos na igreja primitiva. O Conselho decidiu então que a Páscoa seria celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia após o equinócio da primavera.

 

4.  O coelhinho da Páscoa está longe de ser a tradição mais comum

bruchas (Imagem: Reprodução Elisabeth street)

Quando pensamos na Páscoa no continente americano, não há como escapar do coelhinho com sua cesta colorida de ovos. Mas em todo o mundo, os cristãos têm desenvolvido muitas maneiras interessantes de comemorar. Na Suécia, as jovens se vestem de bruxas de Páscoa e vão de casa em casa procurando por guloseimas. Em algumas partes da América Latina e na Grécia, os cristãos queimam efígies (representação) de Judas, o discípulo que traiu Jesus. Na Venezuela, no ano passado, alguns manifestantes usaram o feriado para queimar uma efígie do seu presidente, Nicolas Maduro. Cristãos bermudenses colocam nos céus coloridos papagaios na Sexta-feira Santa para representar a ascensão de Cristo ao céu.

Na Espanha, alguns cristãos utilizam capuzes pontiagudos para participar em procissões noturnas assustadoras. Os desfiles são organizados por irmandades religiosas locais. Os participantes – chamados de penitentes ou pecadores – carregam crucifixos e ícones religiosos pelas ruas para encenar a história da Páscoa. De acordo com uma tradição centenária, os penitentes vestem capirotes, ou altos chapéus pontudos, de modo que seus vizinhos não saibam a identidade do pecador por trás da máscara.

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