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Afinal, a Globeleza é ou não a melhor forma de promover o Carnaval brasileiro?

A cobertura feita pela Rede Globo ao Carnaval brasileiro, com especial foco no Carnaval carioca, é tão icónica que tem um nome próprio para a descrever: Globeleza.

 

 

Globeleza é também o nome dado à modelo escolhida para sambar nas vinhetas da emissora, com o corpo desnudo e pintado ligeiramente em algumas partes estrategicamente escolhidas da forma mais erotizante possível.

 

Durante 14 anos (entre 91 e 2004) foi a mesma, a dançarina mulata Valéria Valenssa. Foi a primeira e deu o mote para todas as que se seguiriam. Quer em termos de aparência física, quer em tom de pele.

 

Então se a Rede Globo já repete a fórmula vencedora desde 1991 porquê pô-la agora em causa? Bem, porque já passou um quarto de século, o mundo está diferente, não se rege pelos mesmos padrões e já não aceita com a mesma ligeireza o que antes via com bons olhos, ou pura e simplesmente deixou de se calar perante a perpetuação de certos estereótipos.

 

Vários brasileiros estão agora a pôr em causa que a imagem do Carnaval do Brasil se centra na excessiva objectificação e sexualização da mulher brasileira no geral, e das mulheres negras em particular.

 

Para provar que a imagem de marca do Carnaval era ofensiva e degradante, a Revista feminina Azmina foi até New Orleans, nos Estados Unidos da América, uma das cidades mais carnavalescas e alegóricas do mundo, mostrou a última vinheta da Globo a algumas mulheres americanas e compilou as reações num pequeno vídeo de youtube. Veja e tire as suas conclusões.

 

 

Se até a Pirelli já alterou o paradigma do mais famoso calendário do mundo, não estará também na hora da Rede Globo o fazer, no que concerne à imagem do Carnaval brasileiro?

 

Leya

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