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China Sonangol compra construtora naval galega Rodman

(Imagem: Reprodução opais.co.ao)

A Galiza vai passar a ter uma presença empresarial sino-angolana em 2015.

Segundo uma fonte da China Sonangol ao jornal local La Voz de Galicia, até fins de março deverá ficar concluída a compra de uma participação maioritária na construtora naval galega Rodman, empresa avaliada em cerca de 100 milhões de euros.

O acordo surgiu depois de longas negociações e de um encontro, no final de fevereiro, entre Sam Pa, da China Sonangol, e de Manuel Rodríguez, do grupo Rodman, que desbloqueou o processo.

Segundo informações do portal Macauhub, Para a China Sonangol, o negócio “começa com a aquisição” da Rodman, a quem encomendou em setembro do ano passado 40 lanchas de patrulha e 10 catamarãs para 350 passageiros, por um total de 25 milhões de euros, adianta o jornal galego.

Falta agora que a presidência da região autônoma espanhola dê o seu acordo à compra da empresa, que tem uma divisão especializada na construção de grandes navios de apoio à indústria petrolífera.

A China Sonangol tem 70% de capital chinês, da empresa New Bright International Development, com sede em Hong Kong e 30% de capital angolano.

A Galiza, que detém importantes laços históricos e culturais com Portugal, adotou em abril de 2014 uma lei visando reforçar os laços com os países de língua portuguesa.

A lei 1/2014, também conhecida como lei Paz Andrade, “para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com os países de língua portuguesa”, sublinha que o português é hoje a língua mais falada no Hemisfério Sul e idioma de trabalho de 20 organizações internacionais, como a União Europeia, e língua oficial de “nove países e do território de Macau, China”.

A lei determina também que o português seja mais ensinado na região autônoma e usado na administração pública e que seja também promovida a presença de entidades e pessoas de territórios de língua portuguesa em eventos da Galiza.

Sem se referir especificamente à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ou ao Fórum Macau, os dois grandes pólos diplomáticos e políticos do espaço de língua portuguesa, a lei galega determina a “participação das instituições em foros de língua portuguesa de todo o tipo”, nomeadamente econômico e cultural.

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