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Como a tecnologia mudou a nossa forma de fazer turismo

(Imagem: Reprodução Visit London)

Atire a primeira pedra quem nunca planejou uma viagem buscando dicas e informações em sites como TripAdvisor e Facebook – e nem depois, durante a viagem, ficou publicando fotos de pratos típicos e locais turísticos no Instagram. No turismo da atualidade, as redes sociais têm um papel fundamental, desde o planejar a viagem ao partilhar a experiência.

Além de se terem tornado essenciais no planejamento das férias, as redes sociais são também o meio preferido dos turistas para comunicarem com amigos e familiares. Esta partilha começa mesmo antes das férias começarem, com publicações de status como “falta pouco para as tão merecidas férias“. Depois fazem “check-in” no aeroporto, partilham fotos do hotel em que estão alojados, vídeos dos lugares que visitam e da gastronomia que vão provando. Assim ao mesmo tempo que os seus amigos vão sabendo que estão bem, também ficam a roer-se de inveja e a desejar nas próximas férias visitar os mesmos locais.

Viajar tornou-se uma experiência turística com um período pré e pós-viagem, nos quais o turista socializa, primeiro à procura de informação e depois partilhando a experiência. Passou a ser um ato social mesmo que a pessoa esteja a viajar sozinha.

De olho nesta tendência, cidades e projetos fazem uso da fama online e do uso que os turistas fazem das redes sociais como forma de promoção ou oportunidade de negócio.

É o caso do Turismo da Irlanda, que criou um mural com 27 mil fotos de perfil do Facebook. O painel de 18m de comprimento, instalado no centro Derry-Londonderry, usa o mosaico de imagens para formar a ilustração de um ponto turístico da cidade.

Em Londres, o Street Art London é um aplicativo que ajuda o turista a localizar o Bansky mais próximo, propondo um roteiro fora do circuito óbvio London Eye/Big Bang, focado no que há de melhor em arte de rua na cidade. Além, é claro, da possibilidade de partilhar a experiência via redes sociais.

Já no The Local’s Guide, é possível ter acesso a fotografias de locais, vendo em tempo real como é dinâmica da cidade que se vai visitar, “pescando” dicas de quem vive a cidade todos os dias, com a possbilidade de conhecer lugares que não estarão nos guias tradicionais. Os utilizadores da plataforma podem guardar os locais que gostariam de visitar nas cidades onde o serviço está disponível (Amsterdã, Bangkok, Barcelona, Copenhagen, Dubai, Londres, Nova York, Paris, Praga e Roma) e enviar esse guia de viagem feito à (sua) medida para os seus smartphones, onde pode ser consultado mesmo offline.

Para quem acha que viajar não é só para os tempos de férias, o projeto brasileiro Nômades Digitais revela os segredos para usar a tecnologia para viajar e trabalhar ao mesmo tempo. “Somos a favor de ganhar dinheiro, mas sem que isso signifique ter de abdicar de 80% do seu tempo, e passar a viver somente nos intervalos do expediente. A vida é curta demais para isso”, dizem os fundadores do portal no seu manifesto.

E você, como costuma viajar?

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