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Conexão em debate discutiu questões da juventude e da CPLP na Matola, em Moçambique

(Imagem: Conexão Lusófona)

O evento Conexão Lusófona em Debate regressou, no passado dia 18 de julho, a Moçambique. Sob o tema “A Juventude e a CPLP”, diversas personalidades da sociedade moçambicana discutiram, em interação com uma plateia de jovens de diversas outras nacionalidades, temas relacionados com a identidade lusófona, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o papel na juventude no projeto da comunidade lusófona.

O evento aconteceu enquadrado na Bienal de Jovens Criadores da CPLP que decorreu de 17 a 21 de julho, entre as cidades da Maputo e da Matola, e na sequência da Conferência de Ministros de Juventude e Desportos que decorreu em Maputo entre os dias 15 e 17 do mesmo mês.

O debate contou com a presença, como oradores, de Stewart Sukuma, músico moçambicano, Joana Lopes, representante do Fórum da Juventude d CPLP, Flávio Quembo, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários de Moçambique, Rui Tembe, Diretor Nacional para a Juventude em representação do Ministério de Juventude e Desportos de Moçambique e Dércio Tsandzana, representante da Conexão Lusófona Moçambique, com moderação de Laura Vidal, da Conexão Lusófona Portugal.

Na plateia juntou-se um público diverso que incluía estudantes, jovens empresários, trabalhadores, representantes de organizações da sociedade civil, de Moçambique e também de outros países da CPLP residentes em Maputo e, ainda, um grande conjunto de jovens criadores de diversos países da CPLP, incluindo Timor-Leste, Angola, São Tomé, Cabo Verde e Portugal.

(Imagem: Conexão Lusófona)
(Imagem: Conexão Lusófona)

Stewart Sukuma, apesar de otimista em relação à existência de uma identidade partilhada entre os falantes da língua portuguesa, considerou que “é preciso ultrapassar os tabus criados pelo passado” para fortificar as relações entre os países e os seus povos. Dércio Tsandzana realçou, por sua vez, o papel que esse passado tem na modelação o de novas relações ao frisar que “temos que partir do que já existe para depois inovar”, com o instinto criador que é natural dos jovens.

Sobre o papel dos governos dos países na resposta às preocupações dos jovens, o representante do Governo de Moçambique acrescentou que “ficou claro que não se podem desenhar políticas para a juventude sem a participação da juventude“, uma opinião reforçada também pelos jovens que intervieram no debate.

Flávio Quembo, da Associação Nacional de Jovens Empresários, reiterou a importância da língua no domínio dos negócios para os jovens empresários ao afirmar que “comunicar com a mesma língua é um terreno fértil para vender” e ao anunciar a realização em Maputo no mês de setembro da próxima Conferência de Empreendedores Lusófonos.

Relativamente à posição de Moçambique no contexto da comunidade lusófona, Stewart Sukuma lamentou que a cultura Moçambicana tenha ainda muito pouca exposição em outros países e apelou a mais investimento na cultura, por ser inevitavelmente através da cultura que os povos melhor se podem aproximar.

Joana Lopes, que trouxe para o debate alguns dos temas abordados na Conferência dos Ministros da Juventude e Desportos da CPLP, considerou necessária “a definição de prioridades considerando as especificidades de cada país“.

Ir além dos lugares-comuns no que concerne ao conhecimento mútuo entre as cultura dos diferentes países de língua portuguesa foi apontado como um dos grandes desafios para o fortalecimento das relações entre os povos por Laura Vidal, que apresentou a Conexão Lusófona como uma movimento empenhado no reforço das relações entre todos os povos falantes da língua portuguesa.

Este encontro foi o primeiro de um ciclo de debates que a Conexão Lusófona Moçambique irá organizar no país ao longo deste ano no meio universitário e em outros espaços privilegiados de debate.

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