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Grandes ideias: aos 22 anos, brasileira criou rede social para “troca justa de tempo”

(Imagem: Morgan Sessions, cc via unsplash)

“Eu ainda não fiz isso porque não tive tempo” é uma frase que provavelmente você já deve ter escutado (e repetido) algumas vezes. Se houvesse “tempo” para vender no mercado, aposto que você compraria, certo?

Brincadeiras à parte, administrar 24 horas do dia para fazer tudo o que gostaríamos nunca foi tão complicado – inclusive com o dinheiro curto. E aí, aprender um outro idioma fica para depois, pensar em conhecer os pontos turísticos da sua própria cidade passa para a próxima semana, dar a largada naquela mudança de estilo de vida que tinha tanta vontade é adiado mais uma vez. Afinal, falta tempo, certo?

A verdade é que ainda não dá para comprar tempo, mas podemos fazer com que ele seja bem melhor aproveitado.

Com o lema “Colaboração é a nova revolução“, a plataforma Bliive pretende apresentar uma nova forma de viver experiências: compartilhando o que você tem de melhor.

A plataforma que estimula pessoas a trocar conhecimentos já reúne mais de 96 mil usuá­rios espalhados pelo mundo inteiro. O site parte da ideia de que as pessoas podem usar suas experiências e seu tempo livre para ensinar e aprender. Alguém que saiba bem inglês, por exemplo, pode trocar 1 hora de conversação por 1 hora de aula de culinária.

O objetivo de Lorrana Scarpioni, fundadora da empresa social Bliive, é usar a dinâmica da economia colaborativa para enriquecer a vida das pessoas e suas relações sociais além de possibilitar a exploração de novas atividades.

Cada minuto de troca de conhecimentos é contabilizado e revertido em moeda virtual, que pode ser usada a qualquer momento. A criadora do Bliive é a brasileira Lorrana Scarpioni, de 24 anos, que está entre os dez brasileiros mais inovadores numa lista do Massachusetts Institute of Technology (MIT), centro universitário americano especializado em tecnologia.

O projeto nasceu em 2012, quando a brasileira se dividia entre as aulas de duas faculdades (direito e relações públicas) e um estágio – época em que tempo era um de seus recursos mais escassos. Lorrana sempre teve vontade de trabalhar com algo que ajudasse as pessoas.

-A ideia é dar valor para todas as pessoas, não importa se ela irá fazer uma hora de Photoshop ou se vai ficar uma hora varrendo uma casa, isso vale um TimeMoney. Se você quer usar a Bliive, não é porque você quer ganhar alguma coisa a mais que alguém, é porque você quer trocar algo mesmo. Ou seja, todo mundo ganha a mesma coisa e todo mundo tem o mesmo valor – declarou Lorrana em entrevista à Época Negócios.

Quer entender melhor como funciona a rede? Assista ao vídeo:

Bliive – Intro from Bliive on Vimeo.

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