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Mais uma riqueza extinta: a pororoca brasileira já não existe

(Imagem: Reprodução Marcelo Freire, via Vida Surf)

Os surfistas já confirmaram, assim como os media brasileiros: a pororoca do rio Araguari chegou ao fim. Considerada a onda mais extensa do mundo em duração, acabou por desaparecer devido ao excesso de pecuária e à construção de barragens hidroelétricas (hidrelétricas) na zona.

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(Imagem: Reprodução Near The Ocean)

A pororoca é um fenómeno natural que se acontece no rio Araguari, produzido pelo encontro das correntes  fluviais com a maré do Oceano Atlântico. Como resultado forma-se uma onda que percorre até 30 quilómetros.

A drenagem da água, provocada pela criação de búfalos e construção de hidroelétricas no leito do rio, formou vales e canais que levaram o rio a perder toda a sua força, causando a extinção da mundialmente famosa pororoca. O leito do rio, com volume para formar ondas de até seis metros de altura, deu lugar à água parada, com pouco mais de um palmo de profundidade.

(Imagem: Reprodução Marcelo Freire, via Vida Surf)
(Imagem: Reprodução TV Globo)

Nas zonas mais próximas à foz do Araguari no Oceano Atlântico, um espelho d’água ocupa a área onde antes se formava um dos maiores fenómenos naturais alguma vez vistos. Agora, o mato toma conta de todo o espaço onde corria a pororoca, fechando a ligação que existia entre o rio e o mar.

O fim da pororoca não só dificultou a vida aos pescadores, gerando problemas na navegação e escassez de peixe, como aos surfistas que perderam uma onda única onde era realizado o Campeonato Brasileiro de Surf na Pororoca. Também o turismo ficou afetado pois este acontecimento natural atraía muitos visitantes à região.

(Imagem: Reprodução Marcelo Freire, via Vida Surf)
(Imagem: Reprodução Near The Ocean)

– Todos os danos ambientais apurados devem ser imputados a esses criadores e eventualmente, até mesmo ao Estado, que colaborou para o dano ambiental sendo omisso – afirmou o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Thiago Cunha, em entrevista ao Jornal Nacional.

O governo do Amapá anunciou que um grupo de investigadores vai estudar as causas do fim do fenómeno.

 

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