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“A Confissão da Leoa” terá tradução para o mandarim e Mia Couto será lido na China

Leya

 

Mia Couto é o primeiro escritor moçambicano a ter um livro traduzido para o mandarim. “A Confissão da Leoa” foi a obra escolhida e será traduzida para a principal língua falada na China.

 

Segundo a informação avançada em um comunicado de imprensa pela Fundação Fernando Leite Couto, da qual é patrono, a edição em mandarim será feita pela secção chinesa do grupo editorial mundial Penguin Books, responsável pela publicação de clássicos da literatura universal.

 

O romance será publicado ainda este ano na China e também vai seguir para Hungria e Uruguai, onde está igualmente em processo de edição. Com a inclusão destes países, Mia Couto passará a ter os seus livros publicados em 35 países.

 

Em “A Confissão da Leoa”, publicado em 2012, Mia Couto narra as difíceis condições de vida dos habitantes de uma zona de Cabo Delgado, norte de Moçambique, sujeitos a ataques de leões, que culminavam em sucessivas mortes.

 

O vencedor do prémio Camões 2013 vai publicar ainda este ano um novo romance, o segundo da trilogia “As Areias do Imperador”, que iniciou o ano passado com “Mulheres de Cinza”. A trilogia vai abordar os últimos dias do Império de Gaza, dirigido por Ngungunyane, que ficou conhecido como o segundo maior da África Subsariana, liderado por um africano.

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